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Os mega tsunamis do passado marciano

Há alguns bilhões de anos, nos oceanos de Marte, houve alguns mega tsunamis que deixariam os tsunamis da Terra no chinelo.

Monte Olimpo, em Marte, o maior vulcão do sistema solar. (Créditos da imagem: NASA)

Hoje, Marte é um planeta praticamente morto, mas no passado ele foi bastante semelhante à terra. Nos oceanos do planeta, houve alguns mega tsunamis que deixariam os tsunamis da Terra no chinelo.

Esses eventos catastróficos não eram algo comum, entretanto. Uma pesquisa recente mostrou que há alguns bilhões de anos, houve um estrondoso deslizamento de terra que ocasionou essas ondas gigantes.

O tsunami foi ocasionado pelo Monte Olimpo, o maior vulcão e segunda maior montanha do sistema solar, localizado no planeta vermelho. O deslizamento deve ter criado um tsunami com 40 70 quilômetros de comprimento.

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O Monte Olimpo, com o triplo da altura do Monte Everest recebe esse nome em homenagem aos gregos – os objetos do espaço são muitas vezes batizados com nomes gregos e romanos. 

Na Grécia há uma montanha de mesmo nome, e os gregos antigos acreditavam que aquele local era a moradia dos mais importantes deuses. Você já deve ter ouvido falar no termo “deuses do Monte Olimpo”.

O estudo, que foi publicado no periódico Planetary and Space Science, editado pela Elsevier, analisa os remanescentes do caso e as características geológicas que levaram a estas conclusões.

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A ideia de procurar por indícios de mega tsunamis não é nova. Em 2015 uma pesquisa já havia mostrado indícios de tsunamis causados por impactos de objetos vindos do espaço, como asteroides.

Uma das principais implicações dessas ideias é a obrigatoriedade de um oceano para haver um tsunami. Se os resultados indicam um tsunami, há mais evidências para a tão querida hipótese de um planeta Marte parecido com a Terra no passado.

Como os cientistas chegaram a essas conclusões?

Entre os principais causadores de tsunamis na Terra, estão os terremotos e maremotos, explosões de vulcões e os deslizamentos de terra. Portanto, isso poderia ajudar os pesquisadores com comparações nas análises.

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Eles, então, estudaram a topografia de uma região que compreende o “provavelmente o maior depósito de deslizamento de terra em Marte”, nas palavras de Fabio Vittorio De Blasio, da Universidade de Milão, na Itália.

De Blasio diz que o depósito provavelmente originou-se a partir de um enorme deslizamento de Terra. O ‘amontoado’ compreende a algo entre 590 e 690 quilômetros de extensão.

Há alguns bilhões de anos, nos oceanos de Marte, houve alguns mega tsunamis que deixariam os tsunamis da Terra no chinelo.
A imagem mostra os sedimentos causados pelo tsunami. (Créditos da imagem: De Blasio et. al.)

Mas como sabem que havia água por lá?

Ok, o deslizamento existiu. Mas como isso prova que havia um oceano por ali? Bom, isso também é análise de dados, com base na topografia. A existência de água faz com que alguns movimentos sejam diferentes.

Quando as toneladas de rochas despencaram do Monte Olimpo, muito tempo atrás, houve um choque com a água, que transferiu a energia para a água do oceano e ocasionou os mega tsunamis, portanto. 

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Com o tsunami elas também foram carregadas e, à medida que as ondas progrediram e as rochas afundavam, elas foram raspando e criando “cicatrizes” no solo marciano, além do próprio atrito da lama.

Por meio das imagens de satélite, De Blasio pode identificar a distância das marcas no solo, e estimar a progressão da onda. Com esses dados, e a porção de terra caída, eles também puderam estimar a dimensão do evento.

“Se você estivesse em segurança no topo de Acheron … provavelmente observaria uma onda lamacenta invadindo a costa a uma velocidade alta de talvez 50 metros por segundo, subindo a ladeira suave por dezenas de quilômetros antes de recuar após algumas horas”, disse De Blasio ao Smithsonian Magazine.

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O estudo, liderado por De Blasio, foi publicado no periódico Planetary and Space Science. Com informações de Smithsonian Magazine.

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É divulgador científico por paixão. Gradua-se em Física pela UFSCAR e atua principalmente na Ciencianautas e SoCientífica.

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