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O que é esta bolha misteriosa encontrada perto da Noruega?

Há alguns anos, mergulhadores encontraram algo curioso e que não conseguiram explicar naquele momento: uma enorme bolha misteriosa.

Uma foto de uma das enormes bolhas misteriosas avistadas perto da Noruega. (Crédito da imagem: Ringvold, H., Taite, M., Allcock, AL et al.)
Uma foto de uma das enormes bolhas misteriosas avistadas perto da Noruega. (Crédito da imagem: Ringvold, H., Taite, M., Allcock, AL et al.)

Há alguns anos, um grupo de mergulhadores que exploravam um local perto da Noruega encontrou algo curioso e que não conseguiram explicar do que exatamente se tratava: uma enorme bolha misteriosa. A bolha gelatinosa era translúcida e media mais de 1 metro de largura.

Desde 1985 várias outras bolhas misteriosas semelhantes foram avistadas no oceano desde a Noruega até o Mar Mediterrâneo. Agora, em um estudo recém publicado cientistas finalmente deram um fim a este mistério: Tratam-se de bolsas de ovos raramente vistas de uma lula comum chamada Illex coindetii.

Para solucionar este mistério de décadas os cientistas fizeram uma análise de DNA. Segundo o estudo, cada bolha pode conter centenas de milhares de pequenos ovos de lula, envoltos em uma bolha de muco que se desintegra lentamente para liberar os pequenos filhotes.

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As I. coindetii pertencem a um grupo comum de lulas chamadas Ommastrephidae. Durante a reprodução, as fêmeas desse grupo produzem grandes esferas de ovos compostas por seu próprio muco para manter seus embriões flutuantes e protegidos de predadores relatou Halldis Ringvold, autor do estudo ao portal Live Science.

Analisando a bolha misteriosa

Bolha misteriosa
Fotos adicionais das bolhas misteriosas, avistadas perto da Noruega, Suécia e Inglaterra. (Crédito da imagem: Ringvold, H., Taite, M., Allcock, AL et al.)

Quando as primeiras bolhas gelatinosas se tornaram notícia, os cientistas já suspeitaram que se tratavam de ovos de lulas, mas sem uma analise do material genético, era impossível responder com certeza. Por isso, Ringvold e seus colegas lançaram uma campanha científica que incentivou os mergulhadores a coletar pequenas amostras de tecido de qualquer bolha que encontrassem nas águas próximas à Noruega. Por volta de 2019, os mergulhadores trouxeram amostras de tecido de quatro bolhas encontradas em lugares diferentes, que coletaram em pequenas garrafas de plástico e armazenaram em refrigeradores domésticos.

As amostras continham o material pegajoso das bolhas, misturado a embriões em diferentes estágios de desenvolvimento. Uma análise de DNA dos tecidos confirmou que todas as quatro bolhas continham lulas da espécie I. coindetii.

Fim do mistério?

Embora todas as bolhas sejam muito semelhantes morfologicamente, os pesquisadores não podem confirmar que todas as 90 bolhas avistadas entre 1985 e 2019 tenham sido liberadas pela mesma espécie de lula. Isto porque seria necessário uma analise do material genético de cada uma das bolhas, o que é realmente impossível.

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Élisson Amboni
Publicado por

Fundador da Sociedade Científica, escreve e traduz para o site sobre vários temas que lhe dão ímpeto. Você pode encontrá-lo no Twitter clicando aqui.

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