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Navio australiano filma meteoro explodindo acima do Mar da Tasmânia

Um meteoro que explodiu recentemente sobre o Mar da Tamânia.(CSIRO).

O Mar da Tasmânia localiza-se, como o próprio nome diz, na Tasmânia – sim, aquele mesmo local de onde vem o Diabo da Tasmânia (que nada se parece com o do desenho animado). A Tasmânia é uma ilha que localiza-se logo ao sudeste da Austrália. Recentemente, câmeras capturaram um meteoro explodindo por ali naquela região

Um navio de pesquisa operado pela Agência Científica Nacional da Austrália (CSIRO, na sigla em inglês) navegava pela região e localizou um meteoro descendo pelo céu. Logo, o objeto tornou-se uma bola de fogo, explodindo nos céus acima do oceano. 

“O que vimos na análise das imagens da transmissão ao vivo nos surpreendeu, o tamanho e o brilho do meteoro foram incríveis”, disse em um comunicado John Hooper, um gerente da CSIRO Voyage que está à bordo do navio. “O meteoro cruza o céu diretamente na frente do navio e depois se quebra – foi incrível assistir a filmagem e tivemos a sorte de ter capturado tudo na transmissão ao vivo do navio”, diz. 

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Assista ao meteoro explodindo

A filmagem ocorreu em preto e branco, mas a explosão é verde. Este é o vídeo do meteoro explodindo:

(CSIRO).

Embora seja bastante bonito de se ver, é bastante comum, na verdade. Mas o que destaca, em alguns casos, é o tamanho da bola de fogo que se forma, dependendo do tamanho e da composição do objeto. Pedras queimando na atmosfera também se destacam em chuvas de meteoros, já que há um fluxo de rochas espaciais maior do que o normal.

No entanto, mesmo em outros dias, quando não há chuvas de meteoros, há alguns meteoros bonitos, como é o caso deste. “Mais de 100 toneladas de detritos espaciais naturais entram na atmosfera da Terra todos os dias”, explica Glen Nagle, que trabalha do braço de astronomia e ciências espaciais da CSIRO. 

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Às vezes surgem alguns casos impressionantes. A maior parte da superfície do planeta é oceânica. Portanto, é normal se presumir, estatisticamente, que cai um número consideravelmente maior de meteoros acima do oceano do que acima dos continentes. Ou seja, não enxergamos nem sabemos da maior parte de grandes explosões que ocorrem – que já são poucas.

“A maior parte passa despercebida quando ocorre em uma área despovoada como o oceano do sul”, diz Nagle.

Quando não enxergamos nada

E se eu disser que em 2018 um meteoro explodiu na Terra causando uma explosão de 173 kilotons, 10 vezes mais forte do que a explosão da bomba nuclear Little Boy, a que os Estados Unidos lançaram sobre o Japão ao final da Segunda Guerra Mundial, em 1945? Pois é, ninguém o viu. Ele caiu acima do Mar de Bering, que separa o Alasca da Sibéria.

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Mas a explosão foi bem forte. Não passaria despercebida. Ao menos 16 estações de monitoramento pelo mundo detectaram o objeto, que adentrou a atmosfera da Terra em um ângulo de quase 90 graus. As estimativas demonstram que ele tinha cerca de 10 metros de diâmetro e uma massa que se aproximava as 1400 toneladas. Só o confirmaram quando o encontraram nas imagens do satélite japonês Himawari-8. O rastro parece pequeno, mas é muito grande:

(Himawari/JMA/Simon Proud).

Ela tornou-se, então, a terceira maior explosão de um meteoro nos últimos tempos – só perde para O Evento de Tunguska, que ocorreu na Sibéria em 1908. A explosão equivalia a 185 bombas de Hiroshima e destruiu 1.200 quilômetros quadrados de floresta – cerca de 8 milhões de árvores. Mas a Sibéria é uma região pouco habitada. Em 2013, em Chelyabinsk, também na Rússia, um grande meteoro explodiu na atmosfera e destruiu janelas, automóveis, além de ferir 1200 pessoas. Isso apenas mostra como possuímos zero controle de agressões do espaço.

Sorte que há mais oceano e áreas desabitadas do que cidades cobrindo o planeta. Dessa forma, acidentes graves com meteoros são bastante raros.  Além disso, a maior parte dos meteoros queimam completamente na atmosfera antes de atingir o chão. Os mais perigosos representam apenas uma pequena fração.

Com informações de Space.com e CSIRO.

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É divulgador científico por paixão. Gradua-se em Física pela UFSCAR e atua principalmente na Ciencianautas e SoCientífica.

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