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Mudanças climáticas, e não nós, extinguiram o rinoceronte-lanudo

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(Imagem: Daniel Eskridge/Getty Images)

O rinoceronte-lanudo (Coelodonta antiquitatis) foi um animal que viveu durante a Idade do Gelo, sendo extinto por volta de 14 mil anos atrás. Alguns imaginavam que os responsáveis teriam sido os caçadores, mas não foi bem isso que aconteceu. Um estudo, publicado na Current Biology, analisou o DNA antigo e chegou à conclusão que quando o clima ficou quente e úmido a espécie sucumbiu.

Pessoas só teriam chegado ao nordeste da Sibéria 13 mil anos depois que os rinocerontes já haviam perdido espaço. Entretanto, eles ainda existam em menor número. Essa descoberta é baseada em um argumento anterior, que indicava que as populações do animal já vinham diminuindo entre 40.000 e 35.000 anos atrás.

Os animais sobreviventes iam cada vez mais para o leste, desaparecendo completamente cerca de 14 mil anos atrás. Ainda assim, não são claras as razões para o começo das perdas, mas é quase certo que não aconteceu devido à presença de caçadores humanos.

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Rinoceronte-lanudo sofreu com as mudanças no local onde vivia

Em um período por volta de 14.600 e 12.800 anos atrás, o clima mudou muito no planeta. Segundo a coautora do estudo, a geneticista evolucionista, Edana Lord, isso deve ter contribuído com o sumiço da espécie. “Provavelmente desempenhou um grande papel no rápido declínio desta espécie adaptada ao frio”, diz ela.

Durante a mudança climática, as vegetações que o rinoceronte-lanudo adorava comer foram substituídas por florestas e tundra, cercadas de arbustos. A coautora lembra ainda que os humanos até podem ter contribuído com o desaparecimento, mas as mudanças climáticas aparecem como principal responsável.

Por décadas pesquisadores debateram entre a mudança climática enfrentada na região ou a caça humana, para identificar qual havia prejudicado mais a espécie. Junto deles, os mamutes-lanosos também perderam espaço na mesma época, conforme a Era do Gelo ia chegando ao fim.

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Espécie não foi além de 20 mil exemplares

Infelizmente existem poucos exemplares de DNA antigo de animais que viveram durante a Idade do Gelo. Ainda assim, o grupo de Lord conseguiu extrair um conjunto completo de DNA nuclear, vindo de um osso de rinoceronte-lanudo, com aproximadamente 18.530 anos.

Os pesquisadores puderam isolar o DNA mitocondrial do animal, normalmente herdado da mãe, assim como um pedaço de tecido mumificado e um fio de cabelo.

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O crânio de um rinoceronte-lanudo. (Imagem: Sergey Fedorov)

As análises do DNA mitocondrial indicou que duas linhagens se separaram entre 86.000 e 22.000 anos atrás. Além disso, é uma descoberta apoiada em cenários que consistem em evidências fósseis, que ajudam a mostrar que o animal se estabeleceu em duas regiões ao nordeste da Ásia, em ambientes árticos.

Com base no DNA nuclear, os pesquisadores estimaram que cerca de 152 mil anos atrás, o pico da espécie foi atingido, com 21 mil exemplares. A pesquisa também mostrou que os animais peludos continuaram habitando a Sibéria por milhares de anos após a chegada dos humanos. Entre 29.700 e 18.530, o animal que produzia o DNA contava com 10.600 espécimes.

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Por fim, os pesquisadores garantem que somente a avaliação de um DNA coletado em um animal que viveu de 18 mil até 14 mil anos atrás é possível determinar o que levou à sua extinção.

O artigo científico foi publicado no periódico da Current Biology. Com informações de Science News.

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Erik Behenck
Publicado por

Erik Behenck é jornalista, adora novas descobertas e apaixonado pela escrita.

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