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Morcegos vampiros doentes praticam o distanciamento social

Um novo artigo publicado pela Oxford University Press, da Behavioral Ecology, explicou que morcegos vampiros selvagens, quando estão doentes, ficam distantes dos outros morcegos.

morcego vampiro
Um novo artigo da Behavioral Ecology descobriu que os morcegos vampiros selvagens que estão doentes passam menos tempo perto de outros morcegos e humanos. (Foto: Sherri e Brock Fenton / Ecologia Comportamental)

Um novo artigo publicado pela Oxford University Press, da Behavioral Ecology, explicou que morcegos vampiros selvagens, quando estão doentes, ficam distantes dos outros morcegos.

Ou seja, esse comportamento retarda a disseminação da doença. Ainda mais, a equipe de pesquisa já tinha observado esse modo de viver em laboratório, mas agora usou o experimento de campo para confirmá-lo no habitat natural.

À medida que um patógeno é difundido por uma população, as mudanças sociais influenciam no modo como a doença se espalha. As taxas de transmissão também variam conforme o parasita altera o comportamento do hospedeiro. Ou quando indivíduos saudáveis praticam o distanciamento do doente.

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Distanciamento social induzido pela doença

Em alguns animais, os doentes podem se isolar naturalmente ou serem excluídos por seus semelhantes na colônia. Consequentemente, o que causa a diminuição da transmissão é o comportamento doentio dos animais infectados.

Esse comportamento doentio é caracterizado por aumento da letargia e sono, além da redução da sociabilidade. Então, o distanciamento social induzido pela doença é provavelmente comum entre as espécies.

morcego
(Pixabay)

Desse modo, os pesquisadores fizeram o experimento de campo para investigar como esse comportamento influencia nos relacionamentos ao longo do tempo. Eles usaram uma rede social dinâmica a partir de dados de proximidade de alta resolução.

O teste foi feito com 31 morcegos vampiros fêmeas adultas capturadas de um poleiro dentro de uma árvore oca em Lamanai, Belize. O grupo foi dividido em dois: houve uma simulação de morcegos “doentes” com a injeção da substância imune lipopolissacarídeo, enquanto o outro grupo de controle tomou injeções de solução salina.

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Após três dias, os pesquisadores colaram sensores de proximidade nos morcegos. A partir disso, eles foram soltos na natureza e acompanhados. Assim, foram 16 morcegos “doentes” e 15 morcegos controlados em condições de saúde normais.

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Em comparação, os morcegos chamados doentes se aproximavam menos dos companheiros de grupo. Ao mesmo tempo que passavam menos tempo com os outros, os animais também socializaram menos com os saudáveis.

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Experimento de campo

morcego em experimento
(Pixabay)

Foram seis horas de observação. Em média, os morcegos “doentes” fizeram menos quatro associações do que os morcegos do outro grupo.

Outra medição retirada desse estudo foi a média de 49% de morcegos saudáveis com acesso a outros iguais e 35% de aproximação aos morcegos doentes. Durante esse período, os animais considerados doentes na pesquisa gastaram menos 25 minutos com outro parceiro.

Porém, as diferenças foram diminuindo à medida que o período de observação havia terminado. E também quando estavam dormindo ou forrageando fora de seu poleiro.

O principal autor do estudo, Simon Ripperger, alertou que os sensores deram uma janela nova e surpreendente do comportamento social desses morcegos e de como ele se modificava de minuto a minuto. Isso durante dia e noite, até quando eles estavam escondidos na escuridão.

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Ou seja, a coleta de dados permitiu saber o que acontece todo o tempo com os morcegos vampiros. O comportamento medido em laboratório foi confirmado em natureza.

Pesquisa publicada pela Oxford University Press.

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Amanda dos Santos
Publicado por

Trabalha como redatora e produtora de conteúdo. Graduada em Comunicação Social e atua como colaboradora na SoCientífica.


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