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Saúde & Bem-Estar

IMC realmente é um indicador preciso? Confira tudo sobre ele!

Foto Istock.com/getty images

O índice de massa corporal (IMC) é uma ferramenta padrão para avaliar a nossa saúde. Por mais que tenha sido popular ao longo de décadas, recentemente vem sofrendo críticas, já que apresenta uma maneira simplificada e que pode não refletir a realidade.

Alguns afirmam que o IMC está desatualizado. Dizem que ele é impreciso e deve deixar de ser usado pelos médicos ou por quem está em busca de melhorar o condicionamento físico. A seguir você confere as principais informações e pontos de vista sobre o assunto.

O que é IMC?

O IMC foi desenvolvido em 1832 pelo matemático belga Lambert Adolphe Jacques Quetelet. Assim, criou a escala com o objetivo de estimar rapidamente o grau de sobrepeso e obesidade em uma determinada população. Desse modo, o governo poderia entender onde eram precisos mais investimentos em saúde.

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Seu criador acreditava que ele não tinha grandes resultados para medir indivíduos de maneira isolada, mas sim para populações. Contudo, o IMC é usado até hoje para avaliar condições individuais de saúde. É algo baseado em uma fórmula matemática que determina se a pessoa está saudável.

O IMC é calculado assim: peso / altura ou então pela fórmula peso / altura² x 703.

Existem algumas calculadoras online, como a do Dr. Drauzio Varella, onde é só colocar suas informações e já será possível identificar qual é a sua situação. E você pode se basear nessa tabela para saber se está tudo conforme o esperado.

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Esse é um bom indicador de saúde?

De fato, o IMC não identifica claramente se uma pessoa está saudável. Por outro lado, estudos mostram que uma pessoa com IMC abaixo de 18,5 apresenta sérios riscos de doença crônica e morte prematura. Assim como para aqueles que estão acima de 30.

Um estudo feito em 2017 mostrou que pessoas com IMC acima de 30 tinham entre 1,5 e 2,7 vezes mais chances de morte após os 30 anos, foram analisadas 103.218 mortes. Além disso, uma outra pesquisa indicou que os obesos possuíam 20% mais riscos de morte por doenças cardíacas em comparação com os que possuem IMC normal.

Como estudos científicos mostram que pessoas com IMC acima do considerado ideal apresentam quadros clínicos piores, profissionais da saúde podem usar o índice para avaliar os riscos de tal paciente. Contudo, essa não deve ser a única ferramenta de diagnóstico.

Desvantagens de usar o IMC

Por mais que as pesquisas comprovam que um índice abaixo de 18,5 e acima de 30 é considerado ruim, existem alguns fatores que não estimulam o uso do IMC, como:

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Desconsidera outros fatores de saúde: ele serve basicamente para mostrar se a pessoa está no peso normal, sem avaliar idade, sexo, genética e estilo de vida.

Todo peso é igual: um quilo de músculo não é a mesma coisa do que um quilo de gordura para a nossa saúde, mas para o IMC é.

Desconsidera a distribuição de gordura: pessoas com gordura localizada na área do estômago têm mais riscos de doenças crônicas. Só que o índice não consegue prever isso.

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Pode não valer para todas as pessoas: estudos já mostraram que indivíduos de origem asiática apresentam chances de doenças crônicas em casos de IMC mais baixos.

Com informações de Healtline.

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Erik Behenck
Publicado por

Erik Behenck é jornalista, adora novas descobertas e apaixonado pela escrita.


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