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Gigante vermelha Betelgeuse está mais próxima do que se acreditava

A estrela faz parte da constelação de Orion.

Betelgeuse
(National Radio Astronomy observatory)

Segundo novo estudo, a estrela vermelha gigante Betelgeuse está mais próxima da Terra do que se acreditava. Além disso, pode demorar mais de 100.000 anos para ela morrer em uma supernova.

Mais próxima e menor do que se pensava

Liderado pela Dra. Meridith Joyce da The Australian National University (ANU), o estudo, além de fazer uma nova previsão, também mostra que Betelgeuse está mais próxima da Terra do que se acreditava. A estrela faz parte da constelação de Orion.

A pesquisadora diz que a gigante há muito fascina os cientistas e que, recentemente, a estrela tem se comportado de maneira estranha. Ultimamente, ela tem apresentado um brilho cada vez menor, o que é estranho pois ela sempre foi uma das estrelas mais brilhantes no céu.

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A princípio, os cientistas pensaram que ela poderia estar prestes a explodir. Mas o novo estudo mostrou justamente o contrário; eles usaram modelagem hidrodinâmica e sísmica para ter uma ideia melhor da fase da vida em que Betelgeuse se encontra.

De acordo com as análises, a gigante ainda está queimando hélio em seu núcleo, o que significa que ela não está nem perto de explodir. Segundo Joyce, a morte da estrela poderia acontecer somente em cerca de 100.000 anos. Além disso, o estudo revelou que a gigante vermelha é na verdade menor do que se esperava.

LEIA TAMBÉM: Cientistas detectam primeiro planeta sobrevivente à morte de sua estrela

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Enquanto estudos anteriores sugeriram que a estrela poderia ser maior do que a órbita de Júpiter, os novos resultados apontam que Betelgeuse tem na verdade dois terços disso. Mesmo assim, a estrela conta com um raio de 750 vezes o raio do sol.

Eles também determinaram a distância da estrela à Terra. Os resultados mostram que ela está a 530 anos-luz – 25% mais perto do que se acreditava.

Felizmente, a explosão que irá acontecer com a morte da estrela não terá impacto significativo aqui, devido à sua distância. Essas explosões, por sua vez, são muito importantes para os cientistas, pois dão a oportunidade de estudar o que acontece com estrelas desse tipo antes delas explodirem.

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O estudo científico foi publicado no periódico Astrophysical Journal.

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Matheus Gouveia é formado em Engenharia Elétrica e apaixonado por ciência e tecnologia. Atualmente é redator da SoCientífica e autor do blog "DoCaramba!".

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