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Cientistas detectam primeiro planeta sobrevivente à morte de sua estrela

(Créditos da imagem: NASA’s Goddard Space Flight Center).

Um planeta geralmente não sobrevive à morte de uma estrela. O Sol engolirá a Terra quando ficar gigante e vermelho, algumas estrelas explodem, entre outras mortes. Mas cientistas detectaram primeiro planeta sobrevivente.

A equipe internacional de cientistas utilizou o observatório espacial Transiting Exoplanet Survey Satellite (TESS), da NASA e o já aposentado Spitzer Space Telescope, também da NASA. 

O estudo, publicado no periódico The Astrophysical Journal Letters, encontrou um único planeta orbitando os restos do que um dia foi uma estrela bastante parecida com o Sol.

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Uma morte e tanto

Lembra que eu falei que o Sol ficará gigante e vermelho? Então, isso aconteceu com essa estrela. E hoje ela é uma anã branca apenas um pouco maior do que a Terra – cerca de 40% maior. 

Quando uma estrela semelhante ao Sol fica sem combustível, portanto, ela torna-se a gigante vermelha. Mas em algum momento, ela ejeta as camadas externas de gás, perdendo até 80% de sua massa. 

A anã branca, portanto, é o equivalente a apenas ao núcleo da estrela. Ela ainda permanecerá um pouco ativa, mas a predominância de seu brilho provém do calor residual.

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O planeta, por outro lado, do tamanho de Júpiter. Seu tamanho equivale a sete vezes o da anã branca, embora a massa dela ainda seja maior, pois a matéria de uma estrela é mais comprimida.

A cada 36 horas, o planeta, chamado  WD 1856 b, dá uma volta na estrela, chamada WD 1856 + 534. Ou seja, um ano por lá dura o equivalente a um dia e meio da Terra.

Entretanto, claro que a passagem do tempo lá não se diferencia tanto,. Um ano é apenas uma marcação temporal terráquea. Você não morreria mais cedo se estivesse lá. Um ano é apenas a velocidade que o planeta gira em torno da estrela.

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Desvendando o primeiro planeta sobrevivente

“WD 1856 b de alguma forma chegou muito perto de sua anã branca e conseguiu se manter inteiro”, diz Andrew Vanderburg, professor assistente de astronomia na Universidade de Wisconsin-Madison em um comunicado.

É improvável que o planeta estivesse por ali quando houve a expansão para uma gigante vermelha. A estrela o engoliria, destruiria e o absorveria. Não há como sobreviver.

“O processo de criação da anã branca destrói os planetas próximos, e qualquer coisa que depois chegue muito perto geralmente é dilacerada pela imensa gravidade da estrela”, explica Vanderburg.

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A questão não é como exatamente o planeta sobreviveu, mas como a estrela o puxou. No momento, os cientistas tentam criar alguns cenários que expliquem o acontecimento.

“O caso mais provável envolve vários outros corpos do tamanho de Júpiter perto da órbita original de WD 1856 b”, diz Juliette Becke, cientista planetária na Caltech, EUA.

Agora, os cientistas estão tentando buscar respostas que expliquem o que ocorreu por ali. Além disso, a descoberta possui outras implicações para o estudo de exoplanetas.

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Encontrar o primeiro planeta sobrevivente em torno de uma anã-branca, significa que buscar por planetas rochosos no entorno delas pode ser algo promissor. Antes, os cientistas ignoravam essa possibilidade. A vida poderia, portanto, ser mais comum do que imaginamos.

“Nas condições certas, esses mundos poderiam manter condições favoráveis ​​para a vida por mais tempo do que a escala de tempo prevista para a Terra”, explica Lisa Kaltenegger, uma das co-autoras do estudo. 

O estudo foi publicado no periódico The Astrophysical Journal Letters. Com informações de NASA.

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É divulgador científico por paixão. Gradua-se em Física pela UFSCAR e atua principalmente na Ciencianautas e SoCientífica.

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