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Estes 5 animais são experts em regenerar seus corpos

axalote pode regenerar qualquer parte de seu corpo
John P Clare / Flickr

Alguns animais possuem uma característica que os torna únicos no meio ambiente. Embora a ocorrência mais vista seja em lagartos, existem outros bichos que podem regenerar seus corpos ao perceberem que estão em uma situação de perigo. Um bom exemplo disso são os lagartos, que ao tentar escapar de uma situação perigosa, deixam sua cauda para trás, regenerando-a posteriormente. 

Quais animais podem regenerar os seus corpos? 

1. O axolote 

Trata-se de um parente da salamandra, mas no quesito de regeneração, esse é capaz de ser ainda mais rápido. O que o torna ainda mais especial nesse quesito é o fato que consegue regenerar não somente a cauda, mas diversos tecidos. O axalote pode regenerar com perfeição praticamente qualquer parte de seu corpo. Além disso, sua precisão é tanta, que diversos estudos acerca de membros humanos são realizados nesses animais. 

animais regenerados axolotl
Fonte: Pixabay

2. O cervo 

Quando falamos em regeneração, imaginamos sempre em bichos pequenos, no entanto, essa ideia é completamente errônea. Para quem já leu Thidwick, o alce de grande coração, deve ter ficado surpreso ao saber que esse animal consegue regenerar seus chifres caso venha a perde-los. 

animais e regeneração
Fonte: Pixabay

Para James Monaghan, biólogo da Northeastern University de Boston, a regeneração de chifres é considerada o caso mais extremo nessa categoria. Afinal, estamos falando de uma região mais resistente que as demais partes do corpo. 

3. A estrela-do-mar 

Essas criaturas marinhas conseguem realizar dois processos quando falamos em regeneração: tanto o convencional, onde uma de suas 5 partes é perdida, quanto o contrário. Isto é, quando a partir da parte perdida, o animal pode se regenerar totalmente. 

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estrela-do-mar é capaz de se regenerar
Fonte: Pixabay

Para que tal ação seja possível, se faz necessário a presença de uma grande quantidade de nutrientes. Após o estoque atingir o limite necessário, será possível que a sua boca volte a crescer, assim como o restante de seu corpo

4. A salamandra 

Um dos casos mais conhecidos de regeneração é a cauda da salamandra. Esse anfíbio consegue obter a sua cauda por completo, em questão de semanas. O procedimento consiste na migração das células até o limite da ferida, permitindo com que ocorra todo o processo a fim regenerar esse membro. 

salamandra pode e reproduzir assexuadamente
Fonte: Pixabay

Algo que deixa muitos curiosos é acerca da funcionalidade do novo membro, portanto, a resposta é sim. A cauda nova é funciona exatamente igual à original, incluindo todas as suas características, desde a medula espinhal até os nervos. 

5. O tunicata 

Esse animal marinho, também conhecido como raposa do mar, consegue se reproduzir de forma assexuada. De acordo com Otto Guedelhoefer, pesquisador da Universidade da Califórnia, esse grupo consegue se regenerar devido ao compartilhamento de seu sistema circulatório. 

tunicata são animais que podem se regenerar
Fonte: wikipedia commons

Porém, o fato intrigante que esses animais possuem é que, conforme vão ficando mais velhos, essas habilidades de se regenerar vão ficando mais falhas, até chegar ao ponto de não conseguirem mais concluir o ciclo.

Bônus

Lesmas do mar se regeneram totalmente após terem a cabeça decepada:

As cabeças decepadas de pelo menos duas espécies de lesmas do mar podem se mover, comer e possivelmente até mesmo eliminar os resíduos durante uma a três semanas: esse é o tempo que leva para os seus corpos, incluindo o coração, crescerem novamente após serem destacados do pescoço.

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lesmas do mar
A cabeça e o corpo de uma lesma do mar após se decapitar. Imagem: Sayaka Mitoh

Os corpos sem cabeça também vivem, só que por alguns meses, com o coração batendo até que a carne comece a se decompor, diz Sayaka Mitoh, da Universidade Feminina de Nara, no Japão. No entanto, as cabeças não voltam a crescer nos corpos.

Quando o corpo é cortado e intacto, a cabeça das lesmas fica verde com cloropastos depois de se alimentar de algas. Acredita-se que as glândulas digestivas das lesmas do mar “se distribuam por toda a superfície do corpo, inclusive a cabeça, isso explicaria porque a cabeça sobrevive.

Com informações da National Geographic e The Guardian.

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Ruth Rodrigues
Publicado por

Bióloga de formação, mas divulgadora científica de coração. Escreve sobre o mundo das ciências para o SoCientífica.

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