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Espécie de dinossauro recém-descoberta perdeu um dedo na evolução

espécie de dinossauro Oksoko avarsan
Impressão artística dos dinossauros avarsianos de Oksoko. (Michael Skrepnick)

Os pesquisadores revelaram detalhes de uma nova espécie de dinossauro chamado Oksoko avarsan. Ele tinha um bico semelhante ao de um papagaio e apenas dois dedos funcionais em seus antebraços, um a menos que seus parentes próximos, o que sugere uma capacidade de adaptação.

Os especialistas por trás do estudo pesquisaram por seis anos essa espécie.

Eles dizem que o dinossauro sem dentes e coberto de penas teria vivido por volta de 72-66 milhões de anos atrás, chegando até dois metros de comprimento quando adulto.

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Mas, o mais interessante foi a descoberta da evolução da família de oviraptores dos dinossauros: uma espécie que perde um dedo funcional nunca foi visto antes.

Essa é uma evidência de mudança na dieta e estilo de vida.

Sinal de evolução

O paleontólogo Gregory Funston, da Universidade de Edimburgo, no Reino Unido, relata que é muito interessante o fato dos esqueletos completos da espécie Oksoko avarsan terem sido preservados juntos.

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Isso mostra que os jovens vagavam em grupos.

ossos encontrados

Mas, as descoberta de apenas dois dedos o fez pesquisar como o membro anterior mudou ao longo da evolução dos oviraptores, que nunca havia sido estudado antes.

Esse achado revelou a peça-chave do por que os oviraptores eram tão diversos antes da extinção de todos os dinossauros.

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A pesquisa sugere que as mãos e braços dessas criaturas mudaram drasticamente à medida que migraram para novas partes do mundo, como América do Norte e o deserto de Gobi na Mongólia.

Inclusive, os ossos foram descobertos na Mongólia.

VEJA TAMBÉM: Por que os pássaros sobreviveram ao asteroide que extinguiu os dinossauros?

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Através de uma análise detalhada de outros esqueletos (marcas de identificação em crânios e membros anteriores), a equipe foi capaz de identificar O. avarsan como uma nova espécie.

A descoberta foi confirmada justamente pela minúscula saliência de um osso do terceiro dedo, onde deveria estar um dedo inteiro.

Adaptação para a vida no deserto

análise dos ossos

A perda gradual de dedos teria acontecido ao longo de milhões de anos.

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Logo, os pesquisadores acham que pode ter sido uma adaptação a vida no deserto.

Além dessa descoberta, os esqueletos foram recuperados em poses de repouso, então provavelmente a espécie pertencia a grupos sociais.

Ainda há muito a descobrir sobre os oviraptores do Cretáceo Superior que viveram nesta parte do mundo, incluindo a cor de seus ovos e os ninhos que construíram.

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Mas o novo estudo oferece alguns insights intrigantes sobre sua evolução e diversificação.

Os pesquisadores concluem em seu artigo que os oviraptorídeos parecem ter sido excepcionalmente capazes de diversificar e coexistir nos últimos ecossistemas cretáceos da Ásia.

Mesmo sendo em quantidade menor, eles eram diversos nos ecossistemas que habitavam.

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Então, essa parece ser a peça-chave que faltava para explicar a capacidade dessa espécie se adaptar a diferentes habitats e suprimentos de comida – mostrada pela troca de três para dois dedos funcionais.

A pesquisa foi publicada na Royal Society Open Science.

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Amanda dos Santos
Publicado por

Trabalha como redatora e produtora de conteúdo. Graduada em Comunicação Social e atua como colaboradora na SoCientífica.


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