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Elon Musk vai pagar o maior prêmio da história para os mais criativos

Elon Musk, que recentemente se tornou o homem mais rico do mundo. (Reuters)

Através do XPrize, Elon Musk vai pagar o maior valor de um prêmio na história, 100 milhões de dólares, para quem desenvolver uma solução capaz de capturar e armazenar dióxido de carbono (CO2) para combater as mudanças climáticas antropogênicas.

“Estou doando US $ 100 milhões em prêmio para a melhor tecnologia de captura de carbono”, anunciou Musk em seu Twitter. No mesmo tuíte, ele disse que daria mais detalhes em breve, que acabam de ser publicados.

O concurso ocorrerá pela Fundação XPrize, uma organização sem fins lucrativos conhecida por seus concursos de incentivos que visam solucionar os grandes desafios da humanidade.

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Caso você aceite o desafio, você terá que desenvolver uma solução capaz de extrair o dióxido de carbono diretamente da atmosfera ou dos oceanos, e, respectivamente, descartá-lo de forma permanente, respeitando o meio-ambiente.

Como vencer o prêmio

Para vencer o prêmio, chamado de XPrize Carbon Removal, os participantes vão ter que exibir um modelo rigoroso e validado de sua solução, capaz de eliminar uma tonelada de CO2 por dia. Também será necessário demonstrar ao juízes a capacidade da sua tecnologia a longo prazo. O objetivo é remover muitas toneladas de CO2 por várias décadas.

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O projeto é voltado àqueles com visão a curto e longo prazo, com o objetivo de combater as mudanças climáticas e restaurar a absorção natural de carbono pelo próprio ecossistema da Terra. Mas se apresse, você só tem 4 anos para apresentar sua solução.

O tempo está se esgotando

“Queremos ter um impacto realmente significativo. Queremos atingir a negatividade do carbono, não a neutralidade”, disse Elon Musk. “Esta não é uma competição teórica; Queremos que as equipes criem sistemas reais que tenham um impacto mensurável e que possam ser implantados em gigatoneladas. Custe o que custar”, acrescentou. “O tempo está se esgotando” .

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“O objetivo desta competição é inspirar empresários e engenheiros a criar soluções para a remoção de dióxido de carbono, muitas das quais até agora foram apenas discutidas”, disse Peter H. Diamandis, fundador e presidente executivo da Xprize. “Queremos ver [a tecnologia] construída, testada e validada.”

A XPrize também cita que as diretrizes completas para esta competição serão reveladas no “Dia da Terra”, em abril. A partir daí, as inscrições estarão abertas.

Dezoito meses depois, quinze equipes finalistas serão selecionadas. Cada um receberá um primeiro cheque de um milhão de dólares para construir seus protótipos. A equipe vencedora receberá um cheque de 50 milhões de dólares, a segunda 20 milhões e a terceira dez milhões.

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Acordo de Paris

O comunicado da XPrize fala também sobre o Acordo de Paris. O prêmio visa suprir a incapacidade do acordo de alcançar as metas anteriormente propostas. Para alcançar a redução de emissão de CO2 e, respectivamente, o não aquecimento do planeta, também serão necessários tecnologias capazes de absorver o CO2 que já está na atmosfera e no oceano.

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“Para que a humanidade alcance a meta do Acordo de Paris de limitar o aumento da temperatura da Terra a não mais que 1,5˚ (C) dos níveis pré-industriais, ou mesmo 2˚ (C), precisamos de inovação tecnológica radical e ousada e de escala que vá além limitar as emissões de CO2, mas na verdade remover o CO2 que já está no ar e nos oceanos. Se a humanidade continuar neste caminho, a temperatura média global pode aumentar 6˚ (C) até o ano 2100”, disse o comunicado.

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Da Redação
Publicado por

A SoCientífica, abreviação para Sociedade Científica, nasceu em agosto de 2014 da vontade de decifrar as novidades no mundo científico e transmiti-las para uma sociedade que depende da ciência e tecnologia mas que sabe muito pouco sobre elas. Em um momento em que a desconfiança está se sobressaindo e novas ondas negacionistas de evidências surgem, a SoCientífica está empenhada em ajudar a trazer iluminação para a sociedade novamente.


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