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Plantas & Animais

Como as plantas sabem a diferença entre noite e dia

(Knowridge Science Report)

As plantas são extremamente sensíveis à duração das noites e dos dias.

Elas usam a informação para acompanhar as estações do ano, informação crucial para os seus ciclos de vida.

Pesquisadores da Universidade de Yale lançam nova luz sobre como as plantas usam seus fotorreceptores como interruptores de luz bioquímicos em um novo estudo publicado na revista Nature Communications.

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A fim de sentir o anoitecer, as plantas usam proteínas fotorreceptoras que agem como interruptores de luz.

No escuro, esses fotorreceptores acendem e degradam as proteínas ativas durante o dia.

No entanto, desconhecia-se como esses fotorreceptores são desligados para restaurar essas proteínas-chave após o nascer do sol.

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A equipe de Yale descobriu que o mesmo complexo de proteínas que contém fotorreceptores que degradam as proteínas também contém uma enzima que funciona exatamente da maneira oposta, estabilizando as proteínas.

Isto permite que as plantas controlem cuidadosamente a estabilidade de importantes proteínas do relógio circadiano no escuro e claro e forneçam informações precisas sobre a hora do anoitecer.

“Por cuidadosamente rastrear o anoitecer, este mecanismo ajuda a planta a determinar a duração do dia e, assim, comunica a estação”, disse Joshua Gendron, autor sênior do artigo.

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Gendron disse que a enzima que estabiliza as proteínas na luz é conservada em espécies animais e comunica informações ambientais que regulam os ritmos circadianos em animais, rara conservação da função.

No futuro, talvez seja possível usar essa informação para projetar plantas precisamente sintonizadas com o meio ambiente e mais capazes de responder às mudanças climáticas.

Chim-Mei Lee, da Yale, é a primeira autora do artigo. O trabalho foi financiado principalmente pela Fundação Nacional de Ciência e pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos.

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RELEASE / Bill Hathaway, Universidade de Yale / DOI:10.1038/s41467-019-11769-7

Da Redação
Publicado por

A SoCientífica, abreviação para Sociedade Científica, nasceu em agosto de 2014 da vontade de decifrar as novidades no mundo científico e transmiti-las para uma sociedade que depende da ciência e tecnologia mas que sabe muito pouco sobre elas. Em um momento em que a desconfiança está se sobressaindo e novas ondas negacionistas de evidências surgem, a SoCientífica está empenhada em ajudar a trazer iluminação para a sociedade novamente.

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