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Ciência

Cientistas querem criar lista universal de espécies

O catálogo de espécies ainda é um pouco bagunçado e não é unificado. Alguns pesquisadores querem criar uma lista universal de espécies.

(Créditos da imagem: Pixabay)

Embora o mundo esteja globalizado, alguns pontos ainda precisam ser melhorados e integrados. O catálogo de espécies ainda é um pouco bagunçado, e os pesquisadores querem criar uma lista universal de espécies.

A ideia é que um sistema unificado tente servir como uma “biblioteca” universal da vida terrestre, a fim de pôr fim aos séculos de desacordo entre os diferentes países pelo mundo, já que a ciência precisa ser integrada.

A principal causa de ter impulsionado o plano é a vontade de salvar o planeta. Esta é uma tentativa de se diminuir a perda de diversidade, comércio ilegal de animais e a conservação do meio ambiente, que corre sérios riscos pela destruição do clima.

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São, no total, 10 pontos, que tentam unir forças. Hoje, existem pelo menos 26 conceitos diferentes relacionados à especiação e catalogação de plantas, fungos, animais e microrganismos.

Um dos principais motivos para essa falta de consenso, é o desacordo nas regras que ditam o que constitui uma espécie. A partir disso, diversos outros problemas são derivados, e acabam por atrapalhar diversas áreas distintas.

Mesmo com a facilidade de comunicação, cada governo ou organização possui sua forma de fazer a taxonomia (divisão de espécies), como resultado dessa falta de conversa e colaboração internacional.

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Um exemplo é o elefante africano. Pesquisas recentes indicam que ele pode ser separado em duas espécies: uma delas é o elefante da floresta e o segundo é o elefante da savana, cita o The Guardian como exemplo.

Entretanto, por exemplo, a  Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Silvestres Ameaçadas de Extinção (Cites) e a União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN), os consideram como apenas uma espécie.

Mudanças ajudam na bagunça

Ao The Guardian, o professor de conservação e sustentabilidade dos meios de subsistência  Stephen Garnett, da Universidade Charles Darwin, localizada na Austrália, disse:

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“Para provavelmente 90% das espécies, existem unidades naturais, elas não se reproduzem e se comportam bem. Mas há 10% que estão ocupados evoluindo e temos que tomar essa decisão sobre o que é a espécie e o que não é”.

Por exemplo, uma das definições de espécie são seres que conseguem se reproduzir entre si gerando filhos saudáveis. Isso, entretanto, pode ser burlado pela natureza em alguns momentos.

É um exemplo a mula. A mula é um animal híbrido do cruzamento de um asno com uma égua. Duas espécies diferentes que geram uma terceira espécie. A mula, por sua vez é estéril, então não pode dar continuidade à linhagem por conta.

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A mula é um híbrido estéril. (Créditos da imagem: Wikimedia Commons)

O co-autor do artigo, Frank Zachos, do Museu de História Natural de Viena, explica os atritos na taxonomia referentes à constante evolução das espécies:

“É como delinear sua própria família. Você incluirá seus primos, provavelmente seus primos de segundo grau. Terceiro, quarto, quinto – onde você desenha a linha? Qualquer linha desse tipo será arbitrária e, em última análise, uma questão de gosto. ”

A ideia do trabalho, liderado por Garnett, é criar uma organização internacional com taxonomistas de diversos locais do mundo para possibilitar a lista universal de espécies. A taxonomia é a área da biologia responsável pelas classificações.

Essa instituição, deveria ser, ainda, totalmente científica e livre de possíveis vieses políticos na taxonomia. Essa separação de espécies seria feita com um padrão biológico técnico e unificado.

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O artigo foi publicado no periódico PLOS Biology.

Com informações de The Guardian.

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