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Ciência

Cientistas podem ter descoberto uma cura para o envelhecimento celular

Cientistas israelenses acabam de descobrir um possível tratamento para o envelhecimento celular. (Imagem de Sabine van Erp por Pixabay)

Cientistas israelenses alegam ter encontrado uma possível cura para o envelhecimento celular. Basicamente, os pesquisadores avaliaram a taxa de envelhecimento celular de 27 pacientes. Eles passaram por três meses de sessões diárias em uma câmera de alta pressão de oxigênio. Os resultados, aliás, foram impressionantes: em média, a reversão no envelhecimento celular foi de 20%.

Vale ressaltar que o estudo contou com poucos participantes. Portanto, as estatísticas podem estar distorcidas e não refletirem a realidade. Assim, não devemos nos animar demais. No entanto, caso os resultados do estudo sejam confirmados posteriormente, um possível tratamento para o envelhecimento pode se tornar real.

Evidentemente os pacientes não saíram das câmaras de oxigênio 20% mais novos. O que aconteceu, na verdade, foi que as células ficaram semelhantes ao que eram quando mais novas. Desse modo, os cientistas acreditam que podem ter feito uma grande descoberta a caminho da cura do envelhecimento. Nesse sentido, os pesquisadores avaliaram o tamanho dos telômeros dos pacientes antes e depois do estudo.

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A conclusão foi que esses componentes do DNA ficaram maiores nos pacientes tratados.

O que são os telômeros afinal

Cada célula humana tem mais de 2 metros de DNA em seu núcleo. Lembre-se: o DNA é um composto de nucleotídeos que carrega todas as informações genéticas de um ser vivo. Contudo, para mantes toda essa informação em um espaço tão pequeno, o DNA precisa se organizar em cromossomos.

O DNA e as proteínas histonas formam um cromossomo. Essas últimas mantém a dupla-hélice organizada e compactada no núcleo de cada um dos trilhões de células do seu corpo. Esses cromossomos, aliás, precisam se dividir para dar origem a novas células quando as antigas morrem. Entretanto, há um pedaço do cromossomo especializado em proteger o DNA. Esse, portanto, é o papel dos telômeros.

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(Imagem de PublicDomainPictures por Pixabay)

Os telômeros são as extremidades do cromossomo. Eles são formados por DNA não-codificante (sem informação genética) e algumas proteínas. Acontece que a cada divisão celular, um pequeno pedacinho dos telômeros se perde. Ao longo de muitas gerações de células e muitos anos, o próprio cromossomo começa a ficar danificado. Isso acaba causando a morte das células e, com o tempo, a morte do organismo todo.

O envelhecimento celular e a qualidade de vida

Sabendo disso, há muitos anos centenas de equipes de pesquisadores estão buscando uma forma de regenerar ou diminuir a perda dos telômeros. Teoricamente isso poderia também reduzir ou curar o envelhecimento e permitir que vivêssemos muito mais. Contudo, nenhuma tecnologia se mostrou realmente eficaz, até agora.

Estudos prévios feitos pela NASA mostraram que os telômeros tendem a diminuir menos no espaço. Isso demonstrou que o ambiente externo ao organismo pode afetar significativamente a composição do núcleo celular. Esses estudos foram motivadores para Shair Efrati, autor principal do artigo e médico pesquisador da Universidade de Tel Aviv.

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Como dito antes, muitos estudos ainda são necessários antes de qualquer animação. Isso porque o oxigênio em excesso pode ter efeitos severos no corpo humano, por estranho que possa parecer. Quando há muito oxigênio no ambiente, há também maior produção de radicais livres – espécies reativas que podem danificar o DNA.

Ainda assim, caso os resultados sejam replicados com mais pacientes, essa técnica representa um marco para a medicina moderna. Nesse sentido, o simples envelhecimento é a principal causa de doenças como o câncer, que matam milhões de pessoas todos os anos. Até que haja um tratamento eficaz, a melhor solução para o envelhecimento já é bem conhecida: um estilo de vida saudável.

O artigo está disponível no periódico Aging.

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Mateus Marchetto
Publicado por

Aluno de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Paraná, professor de inglês, apaixonado por ciência e divulgação científica. Me interesso principalmente pelas áreas de microbiologia, bioquímica e bioinformática.


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