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Astrônomos querem construir observatório de “caça aos aliens” na Lua

O SETI é um projeto internacional de “caça aos aliens”. Caça em um sentido amigável, é claro. Ninguém quer arranjar briga com um ET com um disco voador e armas a laser. Brincadeiras à parte, a possibilidade de vida alienígena inteligente extraterrestre é real, e algo seriamente considerado pelos cientistas, considerando a imensidão do universo.

No dia 28 de outubro, o SETI inovou. Eles apresentaram, patrocinados pelo Breakthrough Listen, outro projeto que busca por vida inteligente, submeteram ao Planetary Science and Astrobiology Decadal Survey, editado pela National Academy of Sciences, dos Estados Unidos, um paper que “descreve as vantagens de um radiotelescópio em órbita lunar, ou na superfície do lado escuro da Lua, para realizar pesquisas de tecno assignatura”, nas palavras do SETI.

A ideia principal é se distanciar das interferências das emissões de rádio da Terra. O planeta Terra se tornou extremamente turbulento para a detecção de sinais eletromagnéticos do espaço, sejam ondas de rádio, microondas, luz ou quaisquer outros tipos de sinais. Dessa forma, uma expansão dos telescópios para o espaço é questão de necessidade.

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“A infraestrutura de transporte para chegar à Lua está muito mais barata do que nas últimas décadas, então agora é realmente possível”, diz à Smithsonian Magazine Eric Michaud, autor principal do artigo. “Talvez não hoje, mas acho que vai ficar cada vez mais viável com o passar do tempo”.

Os cientistas pensam que se instalar na órbita ou na superfície da Lua pode ser útil para evitar possíveis abafamentos e interferências na Terra. Antes de qualquer pessoa utilizar o argumento de “gastos bilionários desnecessários”, devemos lembrar que é fato que a ciência retorna todo o valor investido com um altíssimo lucro, principalmente através da geração de tecnologia.

Contornando as interferências na história da caça aos aliens

Um projeto da década de 1960 liderado pelo cientista planetário Frank Drake marca o início do SETI. Na época, eles detectaram sinais de rádio que claramente eram de origem inteligente. Perplexos pela facilidade, pensando que poderiam ter encontrado uma nova civilização, os cientistas perceberam que na verdade eles haviam recebido sinais de um avião, entretanto.

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Desde então, fontes de emissão de rádio e de outras ondas eletromagnéticas sofreram um aumento exponencial. Fica quase impossível filtrar completamente os dados captados do espaço. Há um grande risco de um sinal de vida inteligente passar despercebido. Além disso, há obstáculos naturais, já que a atmosfera bloqueia muitos dos sinais de rádio do espaço.

A Lua, por sua vez, não possui aviões, antenas de TV, torres de telefonia. Embora existam muitos robôs por lá, não há emissão de ondas suficientes para causar grandes interferências. O maior problema seria filtrar as interferências causadas pelo Sol. Em outras palavras, é o local perfeitos para a “caça aos aliens”.

O artigo propõe um orbitador e um telescópio na superfície. O telescópio faria as observações e o orbitador intermediaria a comunicação entre a Terra e o telescópio, da mesma forma que as agências espaciais fazem com os rovers e landers que pousam na Lua e em Marte.

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O futuro da astronomia estará na maior parte no espaço”, diz Andrew Siemion, co-autor da proposta. “À medida que o acesso ao espaço se torna mais barato e mais democratizado, a astronomia se mudará para lá e acho que muito disso será feito a partir da superfície lunar.

O artigo, já disponível na internet, foi submetido ao Planetary Science and Astrobiology Decadal Survey. Com informações de Smithsonian Magazine e SETI.

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É divulgador científico por paixão. Gradua-se em Física pela UFSCAR e atua principalmente na Ciencianautas e SoCientífica.

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