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Aranhas que criam armadilhas mortais para caçar sapos

Pesquisadores observaram um caso único de aranhas caçando usando tocas feitas de folhas. Uma das vítimas, aliás, foi um sapo.(Dominic Martin - Twitter)

Durante os últimos 400 milhões de anos, a maioria das espécies de aranha do mundo têm usado suas teias como armadilhas mortais. No entanto, algumas espécies preferem caçar ativamente suas presas, ou esperar escondidas até que uma vítima desavisada cruze o seu caminho. Essa última estratégia é a que as aranhas da família Sparassidae, ou aranhas caçadoras, usam. Contudo, pesquisadores observaram uma cena incomum: armadilhas que essas aranhas criaram para caçar outros insetos, e o mais intrigante, sapos também.

(Imagem de Erik Karits por Pixabay)

No artigo, disponível no periódico Wiley, os cientistas relatam as condições do ambiente e a observação única de uma aranha da espécie em questão se alimentando de um sapo, envolto em teias e preso dentro da toca (imagem da capa).

Em plantações de baunilha em Madagascar, pesquisadores observaram que as aranhas do gênero Damastes sp. tinham uma forma mais complexa de organizar suas armadilhas. Aparentemente, as aranhas criam tocas formadas com duas folhas coladas por teias. De acordo com os pesquisadores, as tocas são o local ideal para as aranhas fugirem do calor tropical da região. Justamente por esse motivo, outros animais, como o sapo que os pesquisadores registraram, acabam atraídos pela casinha de folhas, segundo os autores. Dessa a forma, os aracnídeos unem o útil ao agradável, tendo um ambiente favorável e perfeito para emboscadas.

As diversas armadilhas das aranhas

Anteriormente, cientistas e observadores já viram aranhas caçando sapos em Madagascar. Contudo, esse é o primeiro caso em que os predadores se utilizam das tocas para caçar. Diversos pesquisadores ressaltam, ainda, que na verdade as tocas podem pertencer a outros animais e as aranhas apenas se apropriam das tocas. Ademais, só houve uma observação dessa espécie abatendo um sapo sob as condições anteriores. Por esse motivo, são necessários mais estudos e observações na região para compreender se esse é um evento raro ou corriqueiro.

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(Imagem de Anja H por Pixabay)

O artigo está disponível no periódico Wiley.

Mateus Marchetto
Publicado por

Aluno de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Paraná, professor de inglês, apaixonado por ciência e divulgação científica. Me interesso principalmente pelas áreas de microbiologia, bioquímica e bioinformática.


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