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Antiga tumba escocesa era projetada para a vida após a morte

Tumba de Maeshowe
Tumba de Maeshowe na escócia (Créditos da imagem: Jim Richardson)

É o que diz a pesquisa da Universidade Escocesa UHI. Há milhares de anos, no período Neolítico, habitantes da escócia se uniram para construir vários túmulos cavernosos e cheios de câmaras. A maior dessas tumbas é a chamada Maeshowe. O estudo liderado por Jay Van der Reijden sugere que os designs invertidos vistos na antiga tumba escocesa foram projetados para garantir a passagem para o submundo.

Uma passagem para o outro mundo

Segundo pesquisas anteriores, os antigos projetaram a estrutura para ficar alinhada com o sol. Dessa forma, então, isso permitiria que a luz chegasse durante o solstício de inverno. De acordo com a Universidade de Cambridge, as três câmaras laterais da tumba parecem ser o inverso da seção principal. Em outras palavras, esses lugares estão com o design de cabeça para baixo.

A cientista Jay Van der Reijden tem a hipótese de que a antiga tumba escocesa foi construída para atuar como uma passagem para o mundo subterrâneo, ou seja, projetada para garantir a entrada dos falecidos na vida após a morte.

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Ela explica: ” a interpretação é que as câmaras laterais são construídas para ficarem dentro do mundo dos mortos. As paredes da câmara principal atuam como membranas, separando esta vida da próxima.”

A antiga tumba escocesa Maeshowe

A tumba de Maeshowe faz parte de um Patrimônio Mundial da UNESCO que antecede até a estrutura de Stonehenge e as pirâmides egípcias:  o Coração Neolítico das Órcades. Os arqueólogos estimam que a coleção dessas estruturas foi construída durante a Idade da Pedra, há quase 5000 anos.

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O monte de terra de Maeshowe tem dimensões de cerca de 35 metros de largura por 7 metros de altura. Além disso, sabe-se que a tumba conta com vários grafites antigos. Entre os séculos XII e XIII, os vikings nórdicos esculpiram mais de trinta runas nas suas paredes. Por isso, o local possui uma das maiores coleções de runas viking do mundo.

Antiga tumba escocesa era passagem para o submundo

(Jay van der Reijden / Universidade das Terras Altas e Ilhas)

A icônica tumba ainda guarda muitos segredos, que continuam sendo revelados com estudos apropriados e cuidadosos. “Este estudo nos oferece novas formas de compreender a construção e o uso deste monumento”, disse o diretor de escavações Nick Card.

VEJA MAIS: Tumbas de 3.500 anos descobertas em Luxor, no Egito

Antiga tumba escocesa

(Jay van der Reijden / Universidade das Terras Altas e Ilhas)

A vida após a morte no mundo antigo

A crença na vida após a morte era algo muito comum entre os povos antigos. Portanto, muitas culturas realizavam rituais e construíam monumentos para preparar os indivíduos para a vida no além. No próprio Egito, por exemplo, criou-se uma arte dedicada aos mortos. As pirâmides, construídas há mais de 2500 anos, eram na verdade enormes túmulos que guardavam os sarcófagos dos faraós. Eles decoravam as construções com pinturas nas paredes das tumbas, que registravam a vida do morto usando desenhos e símbolos. Em seu ritual, depositavam no lugar objetos como amuletos e joias, pois acreditavam que eles preparariam o espírito em seu caminho para a eternidade.

Com informações de Smithsonian e YoNews.

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