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Mente & Cérebro

Amamentação está ligada a um melhor desempenho cognitivo em crianças

Estudos indicam a relação entre amamentação e desenvolvimento cognitivo. Imagem: Sam Moody/Pixabay

Nas últimas décadas, inúmeras pesquisas mostraram a relação entre amamentação e a saúde da criança. Sabe-se, por exemplo, que a amamentação ajuda no desenvolvimento da flora intestinal e no fortalecimento do sistema imune do bebê.

Recentemente, ademais, algumas pesquisas vêm mostrando os efeitos do leite materno no cérebro das crianças ao longo de sua vida. Nesse sentido, um novo estudo, publicado no periódico Frontiers in Public Health demonstrou como isso ocorre em crianças entre 9 e 10 anos.

Analisando dados de mais de 9000 crianças que participaram da pesquisa Adolescent Brain Cognitive Development (ABCD), os pesquisadores puderam observar a relação entre mais tempo de amamentação e melhor desempenho cognitivo.

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Para isso os autores realizaram três testes: habilidades gerais, função executiva e memória. Assim, as análises mostraram uma relação entre um maior tempo de amamentação e melhores resultados nos testes. O estudo mostrou que crianças que receberam o leite materno por mais de 12 meses são aquelas, em média, com os melhores resultados cognitivos.

Imagem: Manojiit Tamen/Pixabay

Os autores ainda ressaltam que esses resultados não podem ser generalizados para todos os domínios cognitivos. Ou seja, os três testes utilizados não representam todas as habilidades cognitivas de uma criança. Entretanto, os indicativos apontam essa relação.

Os pesquisadores ainda ressaltam que a amamentação pode variar drasticamente entre diversas populações. Sendo um comportamento social, portanto, este depende de diversas características socioeconômicas.

Amamentação e desenvolvimento

A amamentação prolongada não traz apenas benefícios para o bebê. A mãe também se beneficia dessa relação, tendo menos chance de desenvolvimento de tumores no seio, por exemplo.

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De qualquer forma, fato é que a amamentação é essencial para o desenvolvimento do bebê. Isso porque a mãe transmite, pelo leite, diversos nutrientes de fácil absorção para a criança. Junto com estes também acompanham anticorpos, enzimas, proteínas e microrganismos da flora intestinal.

Imagem: Larissa Sampaio/Pixabay

Naturalmente, isso reduz o risco de dezenas de infecções na criança, além de facilitar a nutrição de forma mais completa. Portanto, quando se prolonga o tempo de fornecimento do leite para a criança, teoricamente os benefícios se estendem. Para falar evolutivamente, a criança gasta menos energia, uma vez que está recebendo os nutrientes e fatores imunes que precisa. Assim essa energia de sobra pode acabar desenvolvendo outras características importantes do corpo, como a cognição.

O estudo está disponível no periódico Frontiers of Public Health.

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Mateus Marchetto
Publicado por

Aluno de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Paraná, professor de inglês, apaixonado por ciência e divulgação científica. Me interesso principalmente pelas áreas de microbiologia, bioquímica e bioinformática.

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