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Saúde & Bem-Estar

A desativação de um único gene pode diminuir a vontade de comer

Além de aumentar o desejo por atividades físicas.

(Ketut Subiyanto / Pexels)

Uma equipe de cientistas descobriu que a desativação de um gene pode diminuir a vontade de comer e aumentar o desejo por atividades físicas.

A obesidade e a descoberta

A obesidade é uma doença que pode ter várias causas. Por isso, para se combater essa patologia, é necessário analisar vários aspectos: estilo de vida, hormônios, ambiente e genes. Dessa forma, levar em consideração esses aspectos juntos (genética, psicologia e ambiente alimentar) pode garantir uma melhor eficácia no tratamento da doença. Assim, visando esses aspectos, cientistas afiliados ao Instituto Nacional de Saúde fizeram estudos genéticos sobre o assunto.

Os pesquisadores inativaram um gene cerebral em roedores que acreditavam que estaria ligado a forma de lidar com a comida e a atividade física. Como resultado do experimento, os camundongos que foram submetidos ao teste realmente diminuíram o consumo de alimentos saborosos e aumentaram o exercício físico.

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Os resultados trazem o seguinte questionamento: o mesmo resultado ocorreria com seres humanos?

Como funciona a desativação de um gene

Uma região do cérebro chamada de diencéfalo é composta pela epífise, habenula e estria medular. A habenula faz parte do epitálamo, a qual tem funções ainda não muito conhecidas. Entretanto, alguns testes realizados anteriormente indicaram que mudanças feitas no circuito neural habenular faz roedores não se tornarem obesos mesmo tendo oferta de alimentos calóricos.

Nesse circuito há a intervenção do gene chamado de Prkar2a. De acordo com a Futura Science, há um interesse crescente em estudar cada vez mais esse circuito neural, pois ele parece estar ligada a depressão, motivação, vícios e recompensas.

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A desativação do gene seria a cura para obesidade?

Tratamentos eficazes e cura da obesidade é algo complexo e que exige mais estratégias e estudos. Como já falado acima, acredita-se que para curar o mal do século é necessário adotar mais de um método. Entretanto, diante dos dados apresentados, fazer mais experimentos que utilizam a modificação do circuito cerebral em animais pode ser um caminho. Dessa forma, os testes mostrariam, antes de experimentar em humanos, se existe ou não malefícios a longo prazo.

A obesidade precisa parar / Tumisu – Pixabay)

Estratégias ambientais estruturais são as mais fáceis e viáveis no combate à obesidade. A maioria dos casos de obesidade vem de uma cultura e ambiente alimentar errado. Assim, uma boa proposta é a melhor disposição de alimentos saudáveis nas prateleiras dos supermercados, deixando os industrializados menos acessíveis ou visíveis.

Há um grande desafio neste século quando se fala de alimentação. É importante uma reflexão sobre nossos sistemas alimentares diante das realidades antagônicas que existem no mundo relacionados à comida: a obesidade e a fome.

O artigo científico foi publicado no periódico JCI Insight.

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