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Ursos polares podem entrar em extinção até 2100, estimam pesquisadores

Devido a fome e ao aquecimento global, ursos polares podem entrar em extinção antes do fim do século, mostra simulação.

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Ursos polares adultos e filhotes sofrem com a falta de comida. Foto: AndreAnita / Shutterstock.

Um estudo anterior já haviam mostrado que os ursos polares de fato estão morrendo de fome devido ao aquecimento global. Agora, uma nova estimativa sugerem que os ursos polares podem entrar em extinção até 2100. O derretimento do gelo marinho faz com que a espécie vá cada vez mais para terra firme, onde encontram poucas fontes de alimentos.

Os adultos sofrem muito com a fome, algo que pode prejudicar a sobrevivência destes animais e dificultar o surgimento de novas gerações. As mães dificilmente conseguem produzir leite gordo para seus filhotes sem a alimentação adequada. Estes animais não possuem uma estrutura para viverem na terra.

Ursos polares podem entrar em extinção
(Imagem: Susanne Miller, Domínio Público)

Estudo indica que ursos polares podem entrar em extinção até 2100

Um estudo publicado pela Nature Climate Change indicou que sem a intervenção humana as populações de ursos polares podem ser totalmente extintas até 2100. Dessa forma, os cientistas passaram a pressionar os governos pela redução de emissões de carbono. Caso contrário, essa espécie é mais uma que poderá ser vista apenas nos livros.

O alimento principal dos ursos são as focas, que possuem uma gordura isolante, ajudando a espécie a sobreviver nas baixas temperaturas do Ártico. Contudo, eles precisam de blocos de gelo para caçar as focas, onde ficam escondidos durante essa caçada. Sem gelo, fica bem mais complicado.

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Nos últimos anos o derretimento de gelo no Ártico tem sido sem precedentes, forçando estes animais a irem para a terra, onde não encontram tantos alimentos. Dessa forma, quanto mais tempo ficam sem comer, menor é o índice de gordura, até chegar num ponto em que os adultos pouco conseguem se alimentar.

Redução do gelo no Ártico é o grande problema

O pesquisador principal Péter Molnár e seus colegas de trabalho utilizaram modelos dinâmicos de orçamento de energia. Assim, puderam identificar as necessidades dos ursos polares em jejum e em estágio de fome. Essas informações foram combinadas com dados obtidos anteriormente, para prever quantos dias a região ficará sem gelo.

Urso polar
(Imagem: Domínio Público)

O estudo indicou que sobrariam 13 subpopulações de ursos polares, representando 80% de toda a população. A partir disso, puderam mostrar que a espécie não sobreviveria a virada do século. Por outro lado, quando o modelo foi testado em um cenário mais positivo, mais subpopulações conseguiram sobreviver.

Os modelos são considerados limitados em relação ao desenvolvimento de previsões, já que não há dados suficientes sobre as necessidades alimentares dos ursos. Ainda assim, está nítido que as mudanças climáticas são péssimas para o futuro dessa espécie.

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Com informações de IFL Science!

Erik Behenck
Publicado por

Erik Behenck é jornalista, adora novas descobertas e apaixonado pela escrita.


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