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Saúde & Bem-Estar

Trauma na infância pode contribuir para distúrbio neurológico funcional

Pessoas com distúrbio neurológico funcional não possuem lesões na estrutura do seu cérebro, ou qualquer tipo de anormalidade nela. Contudo, o seu funcionamento contém erros que fazem com que pacientes tenham tremores, fraqueza nos membros, convulsões não-epilépticas e anormalidade na marcha.

Trauma na infância pode contribuir para distúrbio neurológico funcional
(Imagem: Pixabay)

Um estudo conduzido pelo Hospital Geral de Massachusetts analisou a possibilidade de possíveis traumas na infância contribuírem para a existência de um distúrbio neurológico funcional.

O estudo, apesar de não martelar conclusões, traz resultados interessantes que podem aumentar a nossa compreensão sobre traumatismos cerebrais.

Traumas e Distúrbio neurológico funcional

Pessoas com distúrbio neurológico funcional não possuem lesões na estrutura do seu cérebro, ou qualquer tipo de anormalidade nela. Contudo, o seu funcionamento contém erros que fazem com que pacientes tenham tremores, fraqueza nos membros, convulsões não-epilépticas e anormalidade na marcha.

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Trauma na infância pode contribuir para distúrbio neurológico funcional
Foto de Sohel Patel no Pexels

O estudo publicado pela Molecular Psychiatry tenta relacionar esse quadro a pessoas que sofreram maus-tratos na infância. No entanto, o estudo não abordou as ligações de mecanismos cerebrais com fatores de risco para o desenvolvimento do distúrbio. Portanto, elas ainda são desconhecidas para a comunidade científica.

Na pesquisa foram analisados 30 adultos com distúrbio neurológico funcional e 21 indivíduos cujos diagnósticos de depressão clínica serviram como controle. Participantes dos dois grupos sofreram maus tratos durante a infância, de acordo com os questionários que responderam.

Ao fim do estudo, notou-se que nos pacientes com distúrbio neurológico funcional as diferenças na gravidade do abuso físico na infância se correlacionavam com as diferenças nas conexões entre certas regiões do cérebro, como as regiões límbicas que controlam emoções, instintos de excitação e sobrevivência entre outras funções e no córtex motor primário que está envolvido em movimentos voluntários.

De acordo com esses resultados, os pesquisadores supõem que os maus-tratos podem sim ser um fator contribuinte para prejudicar as funções cerebrais. Contudo, como já dito, o mecanismo envolvido nesse processo ainda é desconhecido.

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Conclusão

Ibai Diez, o principal autor do estudo, PhD, pesquisador sênior de Neurologia e Radiologia do MGH, explicou que “os circuitos motores e límbicos estavam mais fortemente interconectados em indivíduos com FND que relatam uma maior gravidade de abuso físico na infância”. E que essa descoberta pode ser muito provavelmente não somente para transtornos funcionais, mas também para mecanismos cerebrais plásticos envolvidos na promoção de um aumento da conversa cruzada entre os circuitos de controle motor e os circuitos de processamento emocional.

Mesmo que o estudo ainda não tenha nos entregado somente resultados preliminares, o potencial maligno dos maus-tratos na infância não deve ser subestimado.

Trauma na infância pode contribuir para distúrbio neurológico funcional
(Imagem: Pexels)

A saúde mental infância depende de muito carinho dos pais e cuidado, e caso esses importantes fatores estejam em falta, diversos problemas psicológicos surgem como decorrência.

Como, por exemplo, a psicopatia, que tem uma forte relação com maus-tratos, entre outros transtornos que podem prejudicar toda a vida da criança.

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O estudo foi publicado na revista Nature, confira.

Com informações de Massachusetts General Hospital.

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É formando de Psicologia pela Faculdade do Futuro e redator freelancer focado no estudo do ser humano, seus comportamentos e na sociedade.


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