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Ciência

THC impediu efeitos letais de doenças pulmonares associadas ao coronavírus

Recentemente, em testes de laboratório, o THC impediu efeitos letais em ratos associados a doenças pulmonares causada por vírus.

(Créditos da imagem: Pixabay)

O THC, substância extraída da cannabis é bastante polêmicas em locais mais conservadores, como o Brasil, mas é promissora. Recentemente o THC impediu efeitos letais de doenças pulmonares em ratos associados a alguns tipos vírus.

A cannabis foi, por muito tempo, alvo de uma certa demonização, apesar de ser menos perigosa do que diversas drogas que utilizamos em medicamentos, como o ópio, e até menos do que o álcool.

Recentemente, o mundo tem mudado e os cientistas têm encontrado muitos benefícios da substância. São exemplos o tratamento do câncer e epilepsia – se utilizada sob receitas médicas, é claro.

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THC impediu efeitos letais de doenças pulmonares
(Imagem: Oliver King / Pexels)

Em uma pesquisa publicada recentemente na revista Frontiers In Pharmacology, pesquisadores relatam os efeitos do tetrahidrocanabinol (THC) na prevenção de sintomas letais em ratos infectados gravemente com coronavírus, influenza etc.

O  tetrahidrocanabinol é um dos principais componentes ativos da cannabis sativa, a maconha, além de outros canabinoides. O THC é um dos componentes psicoativos, ou seja, que dão a “brisa”.

A cannabis enfrenta esse preconceito, pelo grande uso recreativo pelo mundo, mesmo em países onde é proibida. Outros remédios, vale lembrar, também são drogas derivadas de plantas psicoativas, como a morfina, derivada do ópio.

O uso recreativo, entretanto, não necessariamente traz benefícios médicos. O uso medicinal é feito apenas após um longo processo científico e é, mais tarde, receitados e dosados por um especialista. 

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A síndrome respiratória

A Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA) é uma doença muitas vezes associadas a diversos vírus do trato respiratório, e pode ser letal. Mais de 3 milhões de pessoas são afetadas por ano em todo o mundo.

THC impediu efeitos letais de doenças pulmonares
Radiografia de um paciente com Síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA). (Imagem: James Heilman, MD)

Com essa infecção, as pessoas geralmente apresentam inflamações, falta de ar e a pele pode ganhar uma coloração azulada, alcançando uma taxa de mortalidade bastante alta, que varia de 35 a 50%.

Um dos vírus que causam essa infecção é o Sars-CoV-2, vírus causador da tão conhecida doença covid-19, além de alguns vírus do tipo influenza, que causam gripes.

A infecção faz, em suma, com que o próprio corpo se mate. Ela faz com que o corpo acabe liberando uma alta quantidade de citocinas, fenômeno conhecido como tempestade de citocinas.

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Citosinas, inflamações e como o THC impediu efeitos letais de doenças pulmonares

As citocinas são um grupo de proteínas liberados pelas células para modular algumas respostas da próprias células, e exercem um papel importante no sistema imunológico.

Em alguns casos, elas são pró-inflamatórias. Ou seja, estimulam uma região do corpo a inflamar para marcar a região onde o sistema imunológico deve combater para expulsar o invasor, como um vírus.

Entretanto, a SDRA pode causar aquela tempestade de citocinas. Essas “tempestades” liberam citocinas pró-inflamatórias em excesso, causando hiper inflamação pulmonar, o que debilita a pessoa e pode levar a morte em muitos casos.

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Os pesquisadores, então, resolveram testar o THC no combate a essa doença, e infectaram alguns ratos com diversos vírus associados a ela, para desenvolver a síndrome.

A surpresa foi de que o THC não só funcionou como um anti-inflamatório, como impediu os sintomas letais em 100% dos ratos, mesmo medicando apenas após as tempestades de citocina.

O THC exerceu dois efeitos principais: ele inibiu a liberação de citocinas pró-inflamatórias. Ademais, ele próprio ajudou a diminuir a inflamação nas áreas mais afetadas do sistema respiratório

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O THC impediu efeitos letais de doenças pulmonares, mas apear do sucesso, essa é apenas uma das primeiras fases de testes, e muito trabalho vem a seguir. O estudo foi publicado na revista Frontiers In Pharmacology.

Com informações de IFLScience

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É divulgador científico por paixão. Gradua-se em Física pela UFSCAR e atua principalmente na Ciencianautas e SoCientífica.

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