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Novas evidências corroboram principal hipótese da formação da Lua

Concepção artística da formação da Lua. (Créditos da imagem NASA/JPL-Caltech).

A formação da Lua é algo que de certo modo ainda permanece um pouco misterioso. Ainda não temos uma teoria para explicar – embora existam hipóteses. Mas, agora, novas evidências contribuem para a principal hipótese da academia.

Acredita-se que a Lua se formou a partir do impacto de outro planeta com a Terra. No sistema solar, haviam diversos outros planetas, mas apenas aqueles mais estáveis sobreviveram. 

Segundo a ‘Hipótese do grande impacto’, um planeta com mais ou menos o tamanho de Marte, chamado de Theia, colidiu com a Terra no princípio do sistema solar. Na época ainda não havia nem mesmo vida por aqui, entretanto – a Terra ainda era um local inóspito.

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Naquela época, muitos planetas próximos um do outro se formaram, e suas órbitas coincidiam. Ao se chocar com a Terra, portanto, parte de Theia foi incorporada e pedaços dos dois planetas voaram para o espaço.

Mais tarde, esses detritos na órbita da Terra passaram a se juntar, pela força da gravidade, e em algum momento formaram a Lua. Então sim, a Lua teve um nascimento extremamente violento.

“Há uma enorme diferença entre a composição elementar moderna da Terra e da Lua e queríamos saber por quê”, disse em um comunicado o cientista planetário da NASA Justin Simon. 

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“Agora, sabemos que a Lua era muito diferente desde o início, e provavelmente é por causa da teoria do ‘Grande Impacto’”, explica Simon, que é co-autor da pesquisa.

Os cientistas publicaram os resultados em um artigo no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences.

Investigando a formação da Lua

Durante as décadas de 1960 e 1970, os astronautas das missões Apollo trouxeram uma boa quantidade de amostras do solo lunar. Essas amostras existem até os dias de hoje.

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Amostra de poeira lunar no Museu Nacional de História Natural dos Estados Unidos.

Na época, os cientistas ainda não possuíam tanta tecnologia quando possuímos hoje. E eles sabiam que isso aconteceria. Portanto, deixaram uma quantidade de material guardada. 

Nas análises, os cientistas perceberam que o solo lunar possui isótopos mais pesados do cloro do que a Terra, que possui isótopos mais leves. Um isótopo é um átomo com mais ou menos nêutrons do que o comum. Em outras palavras, o cloro da Lua possui mais nêutrons em seu núcleo. 

“Muitos estudos lunares anteriores examinaram o cloro dentro de um mineral específico, chamado apatita, mas desenvolvemos uma maneira de medir o cloro em toda a rocha, o que nos dá uma história mais completa”, diz Simon.

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Quando os detritos espaciais se distribuíam entre a Terra e a Lua, a Terra acabou roubando quase todo o cloro leve. Isso porque ele é mais responsivo, e mais “fácil de puxar”.

“A perda de cloro da Lua provavelmente aconteceu durante um evento de alta energia e calor, o que aponta para a teoria do Grande Impacto”, explica Tony Gargano, autor principal.

Os cientistas também examinaram outros halogênios – a mesma série química do cloro. Eles perceberam que para todos eles, a concentração dos isótopos mais leves é maior da Terra. Além disso, não há nenhuma outra boa hipótese para explicar essa diferença.

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O estudo foi publicado no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences. Com informações de Space.com e NASA.

 

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É divulgador científico por paixão. Gradua-se em Física pela UFSCAR e atua principalmente na Ciencianautas e SoCientífica.


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