Connect with us

Hi, what are you looking for?

Tecnologia

Nova bateria de zinco poderá fornecer 72 vezes mais energia para robôs

Robôs bateria biomórficas
Bateria de zinco em desenvolvimento é testada em robôs no formato de animais. Imagem - Universidade de Michigan

Uma nova bateria recarregável de zinco está sendo desenvolvida para fornecer mais energia para robôs. O projeto está em desenvolvimento por uma equipe liderada pela Universidade de Michigan.

De forma similar às reservas de gordura biológica, a bateria se integra à estrutura do robô para fornecer muito mais energia.

Bateria de zinco biomórfica

Atualmente, as baterias de lítio são as mais avançadas em termos de densidade de energia. De acordo com Nicholas Kotov, professor de engenharia da Universidade de Michigan, a equipe aprimorou a versão anterior de baterias estruturais.

Continua depois da publicidade

A bateria em desenvolvimento é mais ecológica do que as utilizadas atualmente. Ela é feita com materiais mais baratos, abundantes e não-tóxicos, e funciona com a passagem de íons entre um eletrodo de zinco e um lado de ar através de uma membrana eletrolítica. A membrana é feita parcialmente de uma rede de nanofibras de aramida e de um novo gel polímero à base de água. Esse gel, por fim, ajuda a transportar os íons entre os eletrodos.

“A combinação de densidade de energia e materiais baratos significa que essa bateria já pode dobrar o alcance dos robôs de entrega.” – Nicholas Kotov

Então, os pesquisadores substituíram as baterias originais de robôs por baterias de zinco-ar. A equipe utilizou bots em formato de animais, como um escorpião e uma aranha.

Assim, os pesquisadores fizeram um sistema que simulou o uso das engrenagens como fonte de energia, no que a equipe chama de “baterias biomórficas”. Dessa forma, a autonomia dos robôs aumentou consideravelmente.

Continua depois da publicidade

VEJA MAIS: Cientistas criam bateria feita de gelatina para uso na área médica

Utilidade em um futuro com mais robôs

Mas, para o engenheiro Kotov, isso ainda não é o limite. O pesquisador do laboratório, Mingqiang Wang, estima que os robôs poderiam ter 72 vezes mais capacidade de energia usando baterias de zinco em comparação com a bateria de lítio.

Continua depois da publicidade

No entanto, a maior desvantagem da nova bateria de zinco é que ela mantém a alta capacidade por poucos ciclos: apenas cerca de 100 ciclos. As baterias de íons de lítio em nossos celulares, por sua vez, mantêm a capacidade por 1000 ciclos ou mais.

“O armazenamento distribuído de energia, em um sentido biológico, é o caminho a se tomar para dispositivos biomórficos altamente eficientes.”

À medida que os robôs diminuem de tamanho até a microescala, novos estudos para melhorar a capacidade deles são necessários. Hoje as máquinas são restritas a baterias que ocupam 20% ou mais de todo o seu espaço disponível. Porém, elas precisarão ser mais leves para levar mais cargas, como, por exemplo, em drones de entrega.

Surgem cada vez mais aplicativos para robôs móveis, como bots e enfermeiras robóticas. Portanto, o desenvolvimento dessas baterias com maior capacidade pode ser de grande utilidade em um futuro próximo. As baterias estruturais podem ajudar a liberar espaço e reduzir o peso das máquinas.

Continua depois da publicidade

A Universidade de Michigan, aliás, procura parceiros comerciais para levar essa tecnologia ao mercado, e já solicitou proteção de patente.

Com informações fornecidas pela Universidade de Michigan 

 

Continua depois da publicidade

Populares hoje

Saúde & Bem-Estar

Uma empresa israelense chamada CorNeat Vision desenvolveu uma córnea sintética e permitiu a um homem de 78 anos, cego há dez anos, recuperar totalmente...

Tecnologia

Muitos especialistas em estratégia militar alertam que as guerras do futuro não serão terrestres, mas confrontos sob o signo da inteligência artificial e do...

História & Humanidade

Os sapiens não são a única espécie humana que já circulou pela Terra, embora hoje só nós estejamos vivos. Fora os sapiens, a espécie...

História & Humanidade

Nós possuímos, em nosso DNA, registros de um ancestral misterioso, que acasalou com espécies humanas há aproximadamente um milhão de anos.