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Exposição à luz azul de noite aumenta o consumo de açúcar, revela estudo

Imagem: Joy Sharon Yi/NPR

Novo estudo revela que apenas uma hora de exposição à luz azul à noite, o tipo de luz que a tela de nossos celulares emanam, aumenta os níveis de açúcar no sangue e o consumo de açúcar em ratos machos.

Investigações feitas no passado mostraram uma forte correlação entre a obesidade e os níveis de luz artificial no período noturno. E, segundo Anayanci Masís-Vargas – líder do estudo – e colegas da Universidade de Estrasburgo e da Universidade de Amsterdã, uma grande parte da luz artificial a que estamos expostos dia a dia provém de luzes de LED e telas de LED, que emitem altos níveis de luz azul.

Cientistas expuseram ratos de hábitos diurnos à luz azul noturna (490 nm) e mediram a consumo de alimentos e a tolerância à glicose no dia seguinte.

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“A fim de melhor modelar a exposição à luz humana, os ratos eram diurnos, ou seja, despertos durante o dia e dormindo à noite, em vez dos típicos ratos de laboratório noturnos que estão acordados durante as horas da noite”, explicaram os pesquisadores.

Eles descobriram que após apenas uma hora de exposição noturna à luz azul, a tolerância à glicose foi alterada em ratos machos, um sinal de alerta de pré-diabetes.

As células da retina do olho são sensíveis ao tipo de luz de LED que nossos dispositivos emitem. A pesquisa mostra que essas luzes afetam diretamente áreas do cérebro que são responsáveis por regular o apetite.

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Eles constataram que somente uma hora depois da exposição noturna à luz azul, a tolerância à glicose foi alterada em ratos machos, um sinal de alerta de pré-diabetes.

Os pesquisadores começaram a observar, após o experimento, que os ratos machos bebiam mais água com açúcar naquela noite do que durante as noites sem exposição à luz azul.

“Limitar a quantidade de tempo que passamos em frente às telas à noite é, por enquanto, a melhor medida para nos protegermos dos efeitos nocivos da luz azul”, disse Masis-Vargas.

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“No caso de ser necessário ficar exposto a dispositivos à noite, eu recomendaria o uso de aplicativos e recursos de modo noturno nos dispositivos, que tornam as telas mais laranjas e menos azuis, ou o uso de óculos de filtragem de luz azul que já estão disponíveis no mercado”, finaliza.

Os resultados serão apresentados na 27th Annual Meeting of the Society for the Study of Ingestive Behavior (SSIB) em Utrecht, Holanda.

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Da Redação
Publicado por

A SoCientífica, abreviação para Sociedade Científica, nasceu em agosto de 2014 da vontade de decifrar as novidades no mundo científico e transmiti-las para uma sociedade que depende da ciência e tecnologia mas que sabe muito pouco sobre elas. Em um momento em que a desconfiança está se sobressaindo e novas ondas negacionistas de evidências surgem, a SoCientífica está empenhada em ajudar a trazer iluminação para a sociedade novamente.

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