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Estruturas na lua Titã podem ser crateras vulcânicas

Dados da sonda Cassini indicam estruturas na lua Titã, de Saturno semelhantes a crateras vulcânicas recentes.

(Créditos da imagem: (NASA/JPL-Caltech/USGS/University of Arizona)

Dados da sonda Cassini indicam estruturas na lua Titã, de Saturno semelhantes a crateras vulcânicas. A lua é um dos principais locais do sistema solar onde a existência de vida pode ser promissora, e um interior ativo pode ser bom.

A Cassini foi uma sonda que desmistificou muitos assuntos relacionados a Saturno e suas luas, durante seus 13 anos de operação. Apesar de já estar morta, novas pesquisas são feitas com seus dados.

Titã já havia sido fonte de atenção recentemente pela hipótese de leitos de lagos secos para explicar alguns brilhos que ocorrem em sua superfície, e a distribuição desproporcional de metano.

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O novo estudo, que analisa essas características morfológicas do satélite natural, foi publicado há algumas semanas no periódico científico Journal of Geophysical Research: Planets.

A dupla é formada pelo cientista de dados do Planetary Science Institute Charles A. Wood e por Jani Radebaugh, professora de ciências planetárias da Universidade Brigham Young, nos Estados Unidos.

As evidências indicam que, além desses detalhes geológicos, Titã possui um oceano interior, além de algum mecanismo de aquecimento, como de atividades vulcânicas.

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Formas de se gerar aquecimento são um dos principai pré-requisitos para que um local possa abrigar vida. Esse aquecimento pode ter origem em alguma estrela, em atividades internas, radiação, ou força de maré, por exemplo.

As crateras vulcânicas

A dupla relata que as crateras apresentam características que diferem bastante de dunas de areia, rios, lagos ou qualquer estrutura criada por atividades atmosféricas, como ocorre hoje em Marte, um planeta já quase morto.

Ademais, as estruturas, presentes na superfície da região polar norte de Titã, contam com depressões e sinais de colapsos, que podem indicar provavelmente para atividades crio-vulcânicas.

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Em um comunicado de imprensa, Charles A. Wood, autor do estudo, fala da possível origem das formações:

“A estreita associação das crateras vulcânicas propostas com lagos polares é consistente com uma origem vulcânica através de erupções explosivas seguidas de colapso, como maars ou calderas”, diz

Ele completa dizendo que não deve ser algo antigo. “O aparente frescor de algumas crateras pode significar que o vulcanismo está ativo há relativamente pouco tempo em Titã ou até continua até hoje”. 

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Ele fala, ainda, sobre as possíveis ligações de lagos de metanos com as atividades vulcânicas:

“O fato de essas características estarem nas regiões polares, perto dos lagos de metano, pode indicar metano, nitrogênio ou outro tipo de volátil pode alimentá-los”, diz.

A localização, predominantemente ao norte, provavelmente se dá pela menor espessura do gelo, possibilitando um derretimento melhor. Ao sul também há, embora em um número menor.

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Calor e vida

Eles também identificaram novas evidências de fontes de calor. Na Terra, a vida pode ter surgido em fontes hidrotermais, com atividades geológicas como fonte de calor e em outros locais, radiação.

“Demonstramos que também há evidências de calor interno, manifestado na superfície como criovulcões, feitos com o derretimento da crosta de gelo em água líquida que entra em erupção na superfície de Titã”, disse Wood.

A importância do calor é para funções metabólicas, ou seja energéticas. Isso possibilita a quimiossíntese, até porque a luz solar não é suficientemente forte em Titã para sustentar vida.

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Com informações de Science Alert.

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É divulgador científico por paixão. Gradua-se em Física pela UFSCAR e atua principalmente na Ciencianautas e SoCientífica.

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