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Escolas não preparam as crianças para terem sucesso em um futuro com Inteligências Artificiais

Escolas não preparam as crianças para terem sucesso em um futuro de Inteligências Artificiais, parlamentares do Reino Unido estão alertando.

Um relatório do Comitê de Ciência e Tecnologia feito entre os partidos sugere que o sistema educacional deve ser adaptado para “focar em coisas que as máquinas serão menos boas por mais tempo”, em vez de habilidades que estão rapidamente se tornando obsoletas.

O comitê também alertou que, embora “robôs como aqueles retratados em filmes como Star Wars” parecem distantes, está faltando o papel do governo na preparação para grandes mudanças sociais.

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A Dra. Tania Mathias, presidente em exercício do comitê e parlamentar conservadora de Twickenham, afirmou: “Ficção científica está se tornando fato científico e a robótica e a IA estão destinadas a desempenhar um papel cada vez maior em nossas vidas nas próximas décadas”.

Mathias disse ao The Guardian que o currículo escolar, particularmente nas escolas secundárias, não refletia a “quarta revolução industrial” na robótica e IA que vem acontecendo.

“Descobrimos que as habilidades de informática nas escolas precisam estar em um nível mais alto”, disse ela. “Em nível de programação de computadores e criatividade”.

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“Isso está nos impulsionando a maximizar o que nos torna exclusivamente humanos”, disse Mathias. “Nós temos que educar as pessoas para ir além [do que os computadores podem fazer]. Caso contrário, você é redundante … O currículo não está se avançando o suficiente”.

O relatório disse que os avanços rápidos em inteligência artificial trarão mudanças significativas no mercado de trabalho. Embora alguns empregados humanos serão descartados por robôs, há também o potencial para que novos empregos sejam criados, mas o governo não está fazendo o suficiente para assegurar que a próxima geração tenha as habilidades apropriadas para tirar proveito deste novo mercado de trabalho que vem se formando.

A professora Rose Luckin, especialista em IA e educação na University College Londres, que deu evidências ao comitê, disse que o currículo precisa ser atualizado para refletir que agora vivemos em um mundo onde a resolução de problemas e a criatividade estão se tornando mais importantes. “Repassar conhecimento é algo que você pode automatizar muito facilmente”, disse ela. “Isso não prepara as crianças para a força de trabalho moderna”.

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Em vez disso, ela disse que os alunos devem gastar mais tempo trabalhando em problemas cooperativamente, porque no futuro muitos profissionais serão obrigados a colaborar com robôs. Também deve ser ensinado mais sobre os fundamentos básicos de IA aos alunos. “Tenho uma horrível sensação de que isso tudo vai subitamente se demonstrar óbvio de que deveríamos ter feito as coisas de maneira diferente”, disse ela.

Mathias, disse que os pais deveriam devem também estar considerando como os os postos de trabalhos irão mudar no futuro. “Penso eu que os pais, nas suas cabeças, devem estar pensando ‘Eu sei o que meu contador e meu clínico geral fazem hoje. Parte deste trabalho vai continuar’”, disse ela.

Os problemas sociais e éticos que surgem com IA também devem ser planejados, alertou o comitê. Como ficou destacado no aplicativo de fotos do Google, o qual faz reconhecimento facial automaticamente, classificou imagens de negros como gorilas e então foi pedido para que medidas fossem tomadas para impedir que a discriminação fosse acidentalmente incorporada nos sistemas de IA.

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A comissão também falou sobre a necessidade do governo criar uma comissão de inteligência artificial para analisar os potenciais problemas que a esta ciência poderia criar. “Está faltando a liderança do governo nos campos da robótica e da IA”, disse Mathias, observando que, em contraste, grandes empresas de tecnologia, incluindo a Google e a Amazon, formaram recentemente uma parceria em IA.

“Embora seja encorajador que o setor esteja pensando sobre os riscos e benefícios da IA, isso não isenta o governo de suas responsabilidades”, disse ela.

O Lorde Martin Rees, astrônomo real e co-fundador do Centro para o Estudo do Risco Existencial na Universidade de Cambridge, disse: “Temos que ter em mente que os trabalhos que vão ser perdidos não são apenas os trabalhos manuais. Rotinas de trabalhos jurídicos e contabilidade vão ser substituídos mais facilmente do que jardinagem e trabalho de cuidadores. A relativa atratividade e segurança dos diferentes postos de trabalho vai mudar”. Muito desta substituição já vem acontecendo, como o uso de IA’s para automatizar serviços de advocacia e contabilidade.

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No início deste ano, Yuval Noah Harari, professor da Universidade Hebraica em Jerusalém, alertou que a IA irá desencadear o “surgimento da aula inútil”.

“A maior parte do que as pessoas aprendem na escola ou na faculdade provavelmente será irrelevante quando tiverem 40 ou 50 anos”, disse ele ao The Guardian. “Se eles querem continuar a ter um emprego, entender o mundo e ser relevante para o que está acontecendo, as pessoas terão de se reinventar de novo e de novo, de forma cada vez mais rápida”.

Adaptado do The Guardian

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Graduado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas. Engenheiro de software em uma startup de Gestão Financeira. Cético, humanista, apaixonado por ciência, filosofia e tecnologia, adora codar e é um entusiasta dos princípios Open Source. Também é Divulgador científico nas páginas Universo Racionalista, Sociedade Científica e Carl Sagan Brasil. Usa o tempo livre para praticar esportes, ler muito e sair com amigos. Até hoje não encontrou nada que não lhe desperte interesse.

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