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Descoberto um exoplaneta rochoso tão antigo quanto a Via Láctea

Uma representação artística do sistema planetário TOI-561. (Observatório Adam Makarenko/WM Keck)

O exoplaneta rochoso TOI-561b é um dos mais antigos já descobertos. Prova de que nosso Universo começou a formar planetas muito antes do que os astrônomos imaginavam até então.

A estrela TOI-561, com quase 10 bilhões de anos, é uma das mais antigas da Via Láctea. O exoplaneta rochoso está localizado em sua órbita, acompanhado de mais dois planetas gigantes gasosos. A descoberta é de astrônomos da Universidade da Califórnia (EUA).

O exoplaneta é espacial em vários aspectos. Ele, além de ser rochoso, é 50% maior e três vezes mais pesado que a o nosso planeta Terra. Também tem uma órbita com uma revolução completa ao redor de sua estrela de apenas metade dos nossos dias terrestres. 

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“Para cada dia em que você está na Terra, este planeta orbita sua estrela duas vezes”, disse o astrofísico planetário e membro da equipe, Stephen Kane. 

O exoplaneta TOI-564b está localizado numa órbita extremamente próxima de sua estrela hospedeira. O suficiente para para a sua superfície ficar exposta a temperaturas médias acima de 2.200 °C.

Muitos exoplanetas a descobrir

Outra surpresa para os astrônomos é que a densidade deste exoplaneta é semelhante à da Terra. Surpreendente para um planeta extremamente antigo. Quanto mais antigo um exoplaneta, menos elementos pesados ​​ele deve ter no momento de sua formação. E a estrela hospedeira do TOI-561b pertence a uma rara população de estrelas particularmente pobres em elementos pesados ​​como o ferro e o magnésio.

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“Quanto mais antigo for um planeta, menos denso será, porque não havia tantos elementos pesados ​​disponíveis quando ele se formou”, explicou Kane. Elementos pesados ​​são produzidos por reações de fusão nas estrelas à medida que envelhecem. Eventualmente, as estrelas explodem, dispersando esses elementos a partir dos quais novas estrelas e planetas se formarão.

“Esse exoplaneta mostra que nosso Universo já estava formando planetas quase na época de sua criação”, disse Lauren Weiss, pesquisadora da Universidade do Havaí (EUA). 

Além disso, “os dados coletados no interior de um planeta nos permitem saber se sua superfície é habitável. Provavelmente ele não é, mas sugere que muitos planetas rochosos podem ser descobertos em torno das estrelas mais antigas da Galáxia”, acrescenta Stephen Kane.

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Elisson Amboni
Publicado por

Fundador dos sites SoCientífica e Revista Quarka. Fotógrafo da Natureza, redator e tradutor. Inclinado à História (Natural e Humana) e Filosofia.

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