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Como sabemos o que há dentro do planeta Terra?

(Needpix).

Na época da escola, você aprendeu na aula de geografia que o planeta Terra possui quatro camadas principais: a crosta, o manto, o núcleo externo e o núcleo interno. Mas ninguém cavou até o núcleo do planeta para ver como é a Terra por dentro, a não ser pelo livro ‘Viagem ao Centro da Terra’  e ao incrível filme de mesmo nome – com a diferença de que não há dinossauros e outros bichos estranhos. Mas como sabemos, então, o que há do lado de dentro da Terra?

Bom, a ciência vai muito além de observar o palpável. Os cientistas extraem alguns detalhes interessantes dos dados que coletam. Por exemplo, quando você olha para uma estrela, apenas pela luz pode saber a sua composição, seu tamanho, a temperatura, e até mesmo estimar a idade da estrela. É incrível o que os dados permitem.

Da mesma forma, na Terra, podemos saber muito sobre o que há abaixo de nós sem olhar. Cada material possui suas propriedades, então, através de tremores, terremotos análise da lava expelida pelos vulcões, além de confirmações de algumas previsões de modelos teóricos, os cientistas entendem um pouco do que ocorre no interior da Terra.

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A Terra por dentro

(Jeremy Kemp / Wikimedia Commons).

As placas tectônicas integram a crosta da Terra. Esta é a primeira camada logo abaixo da superfície. É a movimentação das placas que altera os continentes, cria montanhas, e gera os terremotos. As placas movem-se lentamente, mas quando se esbarram, causam poderosos efeitos na superfície da Terra e nos oceanos.

Mas a crosta não é a maior área. Na verdade, o manto da Terra corresponde a 84% de todo o volume do planeta. A maior parte do manto é composta por rochas incandescentes, e quanto mais fundo você está, mais quente é. São resquícios de quando a Terra ainda era uma bola de fogo pairando pelo espaço sideral, logo nos primeiros momentos após a formação do sistema solar.  

Abaixo do manto, enfim, chegamos ao núcleo externo e ao núcleo interno. O núcleo externo possui, predominantemente, ferro. Já o núcleo interno, ferro e níquel. No centro da Terra – o ponto mais profundo que se chega no núcleo, a Terra é extremamente quente. Se o manto chega a algumas centenas de graus, o núcleo interno possui quase a temperatura da superfície do Sol.

Outro ponto curioso é que a movimentação do ferro e do níquel no núcleo da Terra é o principal responsável pelo campo magnético. É por isso que corpos menores não possuem um campo magnético forte, como a Lua e Marte. Eles já esfriaram em seu interior e, embora ainda quente, não há mais movimentação suficiente para se manter um campo magnético. 

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Olhar indireto

Um sismógrafo. (Wikimedia Commons).

Eu falei que cada material apresenta características específicas, correto? Embora sismógrafos (equipamentos que detectam vibrações na crosta, como explosões nucleares, grandes impactos e terremotos) existam há quase dois mil anos, somente recentemente os cientistas descobriram que eles servem como um ultrassom, ou um exame de raios-x do planeta.

Através das vibrações (velocidade, intensidade e outras características que surgem nos gráficos sísmicos), os pesquisadores entender através de quais materiais as ondas passaram. É assim, então, que eles mapeiam o que está abaixo de nós.

Mas para olhar para dentro, não precisamos olhar diretamente para dentro. Isto é, há outras formas de se entender como a Terra é por dentro. O sistema solar se formam todo do mesmo material. Há asteroides pairando pelo espaço e meteoritos aqui na Terra com uma composição muito parecida com o que havia por aqui no início. Está é outra forma de mapearmos a Terra.

E a partir daí vai um encaixe de peças. O ferro localiza-se em algum lugar da Terra. Como ele é mais pesado, faz sentido ele descer para o núcleo. Além disso, para gerar o campo magnético, precisa ser um metal, ao invés de um mineral qualquer. A ciência é maravilhosa.

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Com informações de Astronomy.

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É divulgador científico por paixão. Gradua-se em Física pela UFSCAR e atua principalmente na Ciencianautas e SoCientífica.

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