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Cientistas criam células mínimas artificiais que podem se reproduzir

Pesquisadores conseguiram desenvolver células com o mínimo de genes necessários para a reprodução no laboratório.(Imagem de nadya_il por Pixabay )

Muito se debate sobre o primeiro organismo no planeta Terra. Tudo indica que os primeiros seres vivos eram microrganismos, talvez parecidos com algas unicelulares. Esses seres vivos eram bastante simples, e ao longo de bilhões de anos, foram se desenvolvendo em microrganismos mais complexos. Acontece que pesquisadores conseguiram desenvolver células ‘minimalistas’ que se reproduzem em laboratório como bactérias.

Em 2016, pesquisadores já haviam desenvolvido células com apenas 473 genes essenciais para a sobrevivência. Contudo, essas células acabavam perdendo sua formação original e tinham muita dificuldade para formar pequenas colônias em culturas de laboratório. Agora, ademais, cientistas utilizaram esse modelo essencial de células para reintroduzir alguns genes.

(Imagem de RAEng_Publications por Pixabay)

O resultado é impressionante: células artificiais que conseguem se dividir com sucesso no laboratório.

Os pesquisadores inseriram um conjunto de mais 7 genes. Em especial, ftsZ e sepF são sequências que codificam proteínas importantes para a fluidez e o formato da membrana plasmática. Esses dois últimos, portanto, têm uma função bastante importante durante a divisão celular.

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Vale ressaltar, que os 5 outros genes inseridos ainda não tem funções bem claras para os pesquisadores. James Pelletier, coautor do estudo, relata ao NewScientist que a maioria dos genes presentes nessas células minimalistas têm funções ainda completamente desconhecidas. No entanto, os pesquisadores sabem que eles são essenciais pois, quando retirados, a célula perece.

A engenharia de células artificiais

Como afirmado pelos autores, bem como por diversos outros pesquisadores, essa descoberta pode ser bastante importante para entender o início da vida. Mais ou menos como num jogo de tentativa e erro, as pesquisas avaliam diversas essencialidades das prováveis células primordiais do planeta. Essa abordagem de redução aos mecanismos mais essenciais de um organismo pode ajudar mesmo no desenvolvimento de uma célula completamente artificial.

Claro que há muitas barreiras tecnológicas e éticas antes desse marco, mas a possibilidade está aí. Mesmo antes disso, essa metodologia pode ser muito mais prática para entender o funcionamento de certos genes. Isso porque testar um por um ainda é um trabalho árduo e que certamente levará dezenas de anos.

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(Imagem de belindalampcc por Pixabay)

No entanto, a ciência da computação pode ajudar, nos próximos anos, a identificar quais são os componentes genéticos mais básicos de cada célula. Tendo isso em mãos, novos tratamentos para doenças como o câncer podem chegar ao mercado. Além do mais, a modificação genética de microrganismos pode estar próxima de um novo marco na história.

Isso porque, a partir dos resultados da pesquisa, pesquisadores têm a possibilidade de criar organismos do zero, com características extremamente selecionáveis e modificáveis.

O artigo está disponível no periódico Cell.

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Mateus Marchetto
Publicado por

Aluno de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Paraná, professor de inglês, apaixonado por ciência e divulgação científica. Me interesso principalmente pelas áreas de microbiologia, bioquímica e bioinformática.

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