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Tecnologia

Cão-robô é testado em Chernobyl para detectar alta radioatividade

Cão Robô Spot
(Boston Dynamics)

Engenheiros testaram recentemente um ‘cão-robô’ nos restos radioativos da Usina de Chernobyl, na Ucrânia. O robô foi pensado para fazer monitoramento de radioatividade.

O robô explorou a área da famosa usina para fornecer imagens 3D e mapas de distribuição de restos radioativos. Assim, o robô poderia pesquisar os níveis de radiação na Zona de Exclusão, em Chernobyl, e identificar pontos críticos.

Chernobyl após o acidente nuclear

O local ficou abandonado após o maior desastre nuclear da história, que liberou níveis extremos de radiatividade em uma grande área na Ucrânia.

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A floresta vermelha, que cobre uma área de 10 quilômetros quadrados e envolve a antiga Usina de Chernobyl, é uma das áreas mais contaminadas do mundo. Isso ocorreu depois que os pinheiros absorveram altos níveis de radiação durante o acidente nuclear. Além disso, dentro da floresta há peças de maquinário despejadas por trabalhadores após o desastre – elas ainda apresentam níveis elevadíssimos de radiação.

O novo confinamento seguro agora evita o vazamento de radiação do reator para o meio ambiente e impede a intrusão de água. Embora os trabalhadores possam trabalhar no confinamento, o monitoramento rigoroso da radiação e o bloqueio total das regiões evitam a entrada de humanos nas zonas mais perigosas.

Cão-robô e missões na Zona de Exclusão

Construído pela Boston Dynamics, o cão robô, chamado Spot, é um ágil robô de exploração. Ele usa sensores na frente para capturar dados e navegar terrenos de diversos tipos. Ele pode subir escadas, abrir portas e até mesmo se levantar depois de cair.

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LEIA TAMBÉM: Este minúsculo robô pode andar por aí sem uma bateria

Com vários níveis, detritos e condições florestais, a zona de exclusão parecia perfeita para utilizar a navegação de Spot, enquanto também testava o desempenho do robô sob tais condições. Os engenheiros, então, levaram Spot para Chernobyl para ajudar na avaliação de material radioativo no local.

Usando veículos aéreos não tripulados, a equipe realizou então um levantamento da Zona de Exclusão e identificou pontos de alta radiação, antes desconhecidos das autoridades. Essas informações são muito importantes para proteger visitantes e trabalhadores dos riscos de radiação.

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Publicado por

Matheus Gouveia é formado em Engenharia Elétrica e apaixonado por ciência e tecnologia. Atualmente é redator da SoCientífica e autor do blog "DoCaramba!".

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