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Brasileiros vão competir no iGEM: a maior competição de biologia sintética do mundo

Alunos da USP São Carlos desenvolvem biofiltro bacteriano capaz de reduzir os metais pesados chumbo e mercúrio das águas, mas para isso precisam da sua ajuda.

Desastres ambientais como o rompimento das barragens de Brumadinho (2019) e Mariana (2015), comoveram o mundo ao despejar toneladas de rejeitos tóxicos em nossos rios.

Após a tragédia de Mariana foram constatados valores acima dos máximos permitidos pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) para chumbo, níquel, arsênio, cobre, alumínio e manganês (CARVALHO et al., 2017). O rio Paraopeba também foi fortemente marcado após o rompimento da barragem de Brumadinho: foram encontrados valores até 21 vezes acima do aceitável de chumbo total e mercúrio total em regiões ao longo do rio (IGAM, 2019).

Ambos são casos marcantes de como os rios e a população sofrem com a presença de metais pesados na água, em especial mercúrio e chumbo.

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Uma vista aérea mostra a área de uma barragem em colapso em Brumadinho, Brasil, sábado, 26 de janeiro de 2019. Os bombeiros procuraram por sobreviventes em uma área enorme no sudeste do Brasil em meio à lama do colapso da barragem que deixou várias pessoas mortas e centenas de desaparecidos. (AP Photo / Andre Penner)

Alunos da USP São Carlos desenvolvem um projeto que foca em uma possível solução para o problema, utilizando a biologia sintética para impactar positivamente na sociedade. Biologia sintética é um crescente ramo aplicado da biologia em que utiliza-se de engenharia genética e bioinformática para construção de circuitos biológicos para que o organismo alvo execute uma função desejada. O projeto IARA, do tupi “mãe das águas”, consiste na biorremediação dos metais pesados chumbo e mercúrio das águas, utilizando um biofiltro bacteriano. Tem como objetivo ser um projeto ecologicamente amigável, de baixo custo e alta eficiência.

O grupo competirá no iGEM: a maior competição de biologia sintética do mundo, que tem o objetivo de incentivar alunos a desenvolverem projetos que desafiem as fronteiras de seus conhecimentos. Esse ano participam mais de 350 equipes ao redor do globo, e seu apoio ajudará a levar a ciência brasileira para Boston e para o mundo!

 

Nos bastidores atuam 19 alunos de graduação e pós graduação da USP, que trabalhando em equipe buscam transformar o mundo ao seu redor. Para que o projeto se torne realidade, há alguns custos no caminho. Entre inscrições, passagens e materiais de laboratório, sua contribuição é imprescindível para alcançar o grande objetivo: descontaminar águas. Para conhecer mais sobre o projeto e apoiar a equipe, acesse o link de financiamento coletivo no catarse clicando aqui.

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Matéria produzida pela equipe e divulgada pela Socientífica.

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