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Asteroide passou (em segurança) próximo aos satélites da Terra

Concepção artística do 2020 SW. (Créditos da imagem: NASA-JPL).

Um asteroide com o tamanho de uma picape acaba de passar próximo à Terra. Ele fez sua maior aproximação em torno das 8h12, no horário de Brasília, na última quinta-feira (24).

Com uma largura entre 5 e 9 metros, ainda é bastante pequeno perto dos outros asteroides, no entanto. Uma simples aproximação dele não é algo que causa transtornos. A aproximação de pequenos objetos é bastante comum, mas muitas vezes nem percebemos.

Ele passou realmente muito próximo – acima da nossa órbita de satélites mais alta. Sua aproximação foi de 22 mil quilômetros, enquanto os satélites geoestacionários se encontram a 36 mil km de altitude.

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Mesmo que o asteroide 2020 SW entrasse em rota de colisão com a Terra, não teríamos grandes transtornos. Ele quebraria no céu, formando um grande clarão, e, portanto, liberaria diversos pequenos fragmentos que talvez nem sobrevivessem à queda. 

A órbita do 2020 SW. (Créditos da imagem: NASA-JPL).

Detectando um asteroide

“Há um grande número de minúsculos asteróides como este, e vários deles se aproximam de nosso planeta várias vezes por ano”, explica em um comunicado Paul Chodas.

Chodas é diretor do Centro de Estudos de Objetos Próximos da Terra (CNEOS) do Laboratório de Propulsão à Jato (JPL, na sigla em inglês), principal laboratório da NASA.

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“Na verdade, asteroides desse tamanho impactam nossa atmosfera a uma taxa média de cerca de uma vez por ano ou dois”, diz Chodas.

A maior vantagem de tentar se detectar esse tipo de asteroide é treinar as habilidades dos cientistas e desenvolver tecnologias. Somos péssimos em encontrar asteroides, e a todo momento alguns deles se aproximam sem que ninguém perceba.

Saber detectá-los pode permitir, futuramente, a detecção de asteroides realmente perigosos com tempo suficiente para evacuar áreas que correm riscos ou algo semelhante.

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“As capacidades de detecção das pesquisas de asteroides da NASA estão melhorando continuamente, e agora devemos esperar encontrar asteroides desse tamanho alguns dias antes que eles se aproximem de nosso planeta”, diz Chodas.

Impactos com a Terra

Um dos casos mais recentes que deixou vítimas foi em 15 de fevereiro de 2013, na Rússia. Um impacto de um meteoro na cidade de Tcheliabinsk deixou mais de mil feridos.

O impacto foi tão forte que os fragmentos ainda permaneceram gigantes. Em outubro daquele mesmo ano, autoridades russas recuperaram um meteorito desse impacto. Ele estava no fundo de um lago e pesava 570 kg. O impacto também foi detectado por sismógrafos nos Estados Unidos.

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Aparentemente os meteoros gostam da Rússia. Em 2018, um meteoro explodiu sobre o céu da Rússia com uma força próxima ao de Tcheliabinsk, mas ninguém percebeu.

Isso porque ele explodiu sobre o Mar de Bering, ainda em águas russas. Sua explosão foi o equivalente a 10 bombas de Hiroshima, para se ter uma ideia. Mas por ser longe de áreas habitadas, não causou vítimas. 

Além disso, o meteoro mais poderoso que conhecemos também caiu na Rússia. O incidente ocorreu em 1908. Chamado de Evento de Tunguska, ocorreu em uma região da Sibéria. Por ter ocorrido longe de áreas muito habitada, não causou grandes transtornos, no entanto.

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Mas a explosão foi poderosíssima. Sua explosão foi o equivalente  a mil bombas de Hiroshima, carbonizando mais de cem quilômetros quadrados de floresta e derrubando árvores em um raio de 2 mil quilômetros quadrados.

Com informações de NASA e Space.com.

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É divulgador científico por paixão. Gradua-se em Física pela UFSCAR e atua principalmente na Ciencianautas e SoCientífica.


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