Connect with us

Hi, what are you looking for?

História & Humanidade

Novo estudo sugere que as expressões faciais são universais

Fonte: MUSEU DE ARTE DA UNIVERSIDADE DE PRINCETON 2003-26, DE G.G GRIFFIN

Desde os primórdios, houve inúmeras mudanças nas características físicas do Homo sapiens. No entanto, pesquisadores levantaram uma hipótese, onde revelam acreditar, que as expressões faciais são universais. Isto é, o padrão de um rosto demonstrando felicidade, tristeza, surpresa e até mesmo, encantamento por algo ou alguém, já advém de nossos antepassados.

Uma mesma comunidade pode apresentar expressões faciais universais?

Pessoas que vivem em uma mesma cultura, ou seja, em um mesmo país, estão mais propensas a terem expressões mais semelhantes aos de seus conterrâneos. Isso acontece, em tese, devido ao fato de que o regionalismo, oferece uma igualdade em alguns casos. Em um estudo recente pesquisadores analisarem esculturas pré-históricas, onde notaram muitas semelhanças faciais dentre os objetos.

As esculturas, que se tornaram objetos de estudo, foram confeccionadas pelos povos das civilizações mesoamericanas. Nos rostos de cada objeto, havia uma expressão que poderia facilmente ser identificada, mesmo após terem se passado 3.500 anos de sua construção. Tendo em vista a necessidade de um olhar mais leigo, os autores resolveram contratar 325 participantes aleatórios, desde que falassem inglês, para realizarem a análise.

Publicidade. A leitura continua abaixo.

Science Advances, https://advances.sciencemag.org/content/6/34/eabb1005

Assim, as esculturas foram capturas em imagens de alta resolução e inseridas para os participantes, em uma plataforma colaborativa, a Amazon Mechanical Turk. Nas fotografias, ficou visível somente a face de cada escultura, para que a sua origem não fosse descoberta. Dessa forma, cada convidado, de maneira individual, fazia a sua análise e, posteriormente, descrevia quais expressões faciais estavam sendo vista por ele, em cada uma das imagens.

Além desses 325 participantes, outros 114 também foram convidados. No entanto, para o grupo de 114 voluntários, foi explicado, brevemente, em qual circunstância se encontrava cada rosto. Ou seja, a representação de pessoas mantidas em cativeiro, torturadas, no combate, tocando um instrumento, abraçando um ente querido ou lutando para erguer um objeto pesado.

Em ambos os grupos, pesquisadores concluíram que, sabendo ou não da situação na qual a expressão facial foi capturada, uma grande porcentagem sempre descrevia as respostas corretas. Assim, para os autores, “os presentes resultados, fornecem suporte para a universalidade de pelo menos cinco tipos de expressão facial: aquelas associadas à dor, raiva, determinação/tensão, euforia e tristeza”.

Publicidade. A leitura continua abaixo.

Expressão facial: um fator biológico ou social?

Os trejeitos e características, sejam sociais ou biológicas do ser humano, são debatidas desde muitos anos atrás. No entanto, até o momento, esses debates entre os cientistas sociais poderão nunca chegar ao fim. Enquanto os pesquisadores acreditam que atos simples como o franzir da sobrancelha ou sorrir é algo contido em cada um de forma natural, outros pesquisadores acreditam ser somente algo cultural.

Apesar das controvérsias contidas em ambas as áreas, onde seus seguidores sempre refutam com argumentos sólidos uns aos outros, talvez esse estudo possa para sanar todas as lacunas – ou gerar ainda mais debates. A discordância entre os estudos dentre a área social e biológica, em suma, se dava ao fato de suas amostragens. Ou seja, as análises das fotografias eram feitas de forma presencial, podendo ser, em alguns casos, ocorrer alguma manipulação, mesmo que de forma impensada.

Science Advances, https://advances.sciencemag.org/content/6/34/eabb1005

Com essa nova pesquisa, todo o processo ocorreu de forma online, em uma plataforma contendo pessoas de diversos países. Um outro fator que aumenta a credibilidade desse trabalho, é o fato de quem foi analisado. Isto é, ninguém nos dias atuais teve contato com a comunidade Maia ou qualquer indivíduo da Mesomérica pré-histórica.

Publicidade. A leitura continua abaixo.

.Em uma outra pesquisa, os autores relataram que, a expressão facial não é algo programado, mas sim, espontâneo. Para corroborar com a pesquisa, eles analisaram indivíduos cegos de nascença e perceberam que não havia qualquer distinção entre suas expressões faciais e as de pessoas que possuíam visão.

Mesmo assim, alguns estudos apontam pequenas diferenças nas expressões faciais que podem existir de uma cultura para outra. Mas, de maneira geral, seria algo muito ínfimo.

O estudo foi publicado na Revista Science. Com informações do ScienceAlert.

Publicidade. A leitura continua abaixo.
Ruth Rodrigues
Publicado por

Bióloga de formação, mas divulgadora científica de coração. Escreve sobre o mundo das ciências para o SoCientífica.

Tecnologia

Cientistas estão trabalhando em um novo tipo de propulsão hipersônica que poderia permitir aviões voarem a mais de 20.000 km/h (Mach 17).

Plantas & Animais

Minúsculas criaturas, os rotíferos bdelóides, ficaram congelados no permafrost por 24.000 anos e foram recentemente trazidos de volta à vida, produzindo clones em um...

Sociedade & Cultura

O povo Tsimane é uma tribo indígena amplamente isolada que vive na Amazônia boliviana.  Estas pessoas levam uma vida muito diferente da nossa. E eles...

Notícia

Por muitos anos, a ecolocalização humana tem sido uma forma de percepção para pessoas que perderam a visão. Apesar disso, poucas pesquisas reforçavam essa...