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Mulheres na ciência: a história de Maria Gaetana Agnesi

Maria Gaetana Agnesi nasceu em 16 de maio de 1718, em Milão. Filha de um nobre professor de matemática da Universidade de Bolonha, que lhe incentivou aos estudos desde criança, disponibilizando à filha tutores que ensinavam grego, hebraico, latim, francês e espanhol. Dizem que aos 9 anos Agnesi publicou um artigo em latim, defendendo os direitos das mulheres em ingressar nos cursos superiores. Seu primeiro livro (Propositiones philosophicae) foi publicado em 1738, e tratava da junção dos inúmeros discursos que Agnesi apresentava aos amigos do seu pai; porém não era só filosofia, mas também incluía tópicos de física, como a mecânica celestial e a teoria da gravitação. Existem comentários de que Agnesi era sonâmbula e que muitas vezes resolvia problemas de matemática durante o distúrbio do sono. Ao acordar, revisava seus cálculos e, surpreendentemente, eles estavam corretos.

Agnesi perdeu a mãe, e por conta disso se tornou responsável pelos seus irmãos mais novos, o que também a impedia de ir para o convento, como era o costume da época. Visando facilitar a vida de seus irmãos, que também apresentavam interesse pelas Ciências Exatas, ela se empenhou em escrever o seu segundo livro, que tomou praticamente 10 anos de sua vida. O livro foi publicado em 1748; o Instituzioni Analitiche tem 2 volumes, o primeiro trata dos conteúdos da aritmética, álgebra, trigonometria, geometria analítica e cálculo. O segundo volume aborda séries infinitas e equações diferenciais. Inclusive, é nesse livro que Agnesi trata da famosa “curva de agnesi”, ou melhor, “bruxa de agnesi”, por conta de um erro de tradução. Mesmo se tratando de tantos temas da matemática, o que mais impressionou os matemáticos da época foi a maneira como Agnesi apresentou esse conteúdo, de forma didática, já que a intenção era instruir seus irmãos. E é reconhecido como o primeiro livro que tratou simultaneamente de cálculo diferencial e integral.

Maria Gaetana Agnesi foi reconhecida pelo Papa Bento XIV, e em 1750 foi indicada para ocupar a cadeira de matemática e filosofia natural na Universidade de Bolonha. Pelos registros históricos, não se sabe se Agnesi chegou a lecionar. Ela era muito reconhecida no meio acadêmico, justamente por seu trabalho brilhante, mas na época mulheres ainda sofriam grande repressão. Seu pai estava doente e faleceu em 1752; com isso Agnesi se libertou da responsabilidade de educar seus irmãos, e usou da sua riqueza para ajudar os pobres. Viveu o resto de sua vida em função de ajudar o próximo.

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Referência: http://www.mathunion.org/fileadmin/CDC/cdc-uploads/CVgrantsIndividual/mulheres.matematica.maio..13.pdf

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