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Ciência

Células-tronco restauraram funções da medula espinhal com sucesso

Células-tronco restauraram funções da medula espinhal
Fonte: Thomas Deerinck/Centro Nacional de Microscopia e Imagem da UC San Diego

O uso de células-tronco para restaurar funções perdidas devido a lesão da medula espinhal (LM) tem sido uma ambição de cientistas e médicos há muito tempo. Após tantos anos de tentativas,pesquisadores agora anunciaram que células-tronco restauraram funções da medula espinhal de ratos.

Embora ainda haja um longo caminho a ser percorrido, se os pesquisadores conseguirem ampliar este feito, muitas pessoas serão beneficiadas

Estudo sobre os enxertos de células-tronco neurais nas lesões

O estudo foi realizado por pesquisadores da Escola de Medicina de San Diego da Universidade da Califórnia e publicado, recentemente, na revista Cell Stem Cell. Os cientistas implantaram enxertos de células-tronco neurais altamente específicas na medula espinhal dos animais de laboratórios, os camundongos. Como foi relatado na pesquisa publicada, nos locais onde havia lesões, os enxertos conseguiram crescer e se fazerem dominantes.

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Além disso, os enxertos conseguiram se integrar ao sistema neural, logo após conseguir imitar os neurônios verdadeiros. Em trabalhos publicados anteriormente por Tuszynski et al, os resultados obtidos revelaram uma melhora na lesão da medula espinhal (LME) d e camundongos.

células-tronco em lesão medular
Axônios humanos que expressam proteína fluorescente verde emergem de um local de lesão. Enxertos crescem caudalmente em arranjos lineares. Muitos axônios viajam ao longo da interface (setas) entre a substância branca da medula espinhal e a substância cinzenta da medula espinhal. Imagem: Mark Tuszynski.

Já nesse último artigo publicado, onde as células-tronco restauraram funções da medula espinhal, um dos autores revelou que “sabíamos que os axônios do hospedeiro danificados cresceram extensivamente em (locais de lesão) e que os neurônios do enxerto, por sua vez, estendiam um grande número de axônios para a medula espinhal, mas não tínhamos ideia de que tipo de atividade estava realmente ocorrendo dentro do próprio enxerto. Não sabíamos se os axônios do hospedeiro e do enxerto estavam realmente fazendo conexões funcionais ou se apenas pareciam que poderiam estar”.

Aproveitando os avanços tecnológicos constantes, os pesquisadores de ambos os trabalhos publicados, resolveram incitar e registrar as atividades causadas por uma colônia de neurônios com luz, ao invés de eletricidade. Assim, os autores conseguiam identificar, posteriormente, quais eram os neurônios hospedeiros, ou seja, do próprio corpo e quais eram os enxertos implantados. Dessa maneira, evitando erros na hora da identificação, que poderiam gerar

Células-tronco restauraram funções da medula espinhal de ratos em laboratório

No trabalho realizado, foi descoberto que, mesmo sem nenhum estímulo, os enxertos conseguiam se conectar aos neurônios do próprio animal, sendo necessário uma atividade semelhante entre ambos para essa conexão. No momento em que se era estimulado os axônios regenerados do cérebro, os enxertos também respondiam ao estímulo, mesmo sendo de forma mais robusta. Toques mais sensoriais, tais como um beliscão, também conseguiam ativar os enxertos.

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Para Ceto, autor principal do trabalho, “nós mostramos que poderíamos ligar os neurônios da medula espinhal abaixo do local da lesão, estimulando os axônios do enxerto que se estendem para essas áreas. Juntando todos esses resultados, descobriu-se que os enxertos de células-tronco neurais têm uma capacidade notável de se auto montar em redes neurais semelhantes à medula espinhal que se integram funcionalmente ao sistema nervoso do hospedeiro. Após anos de especulação e inferência, mostramos diretamente que cada um dos blocos de construção de um relé neuronal através da lesão da medula espinhal é de fato funcionais”.

“Embora a combinação perfeita de células-tronco, estimulação, reabilitação e outras intervenções possa demorar anos, os pacientes estão vivendo com lesão na medula espinhal agora”, relatou Tuszynski. “Portanto, estamos atualmente trabalhando com autoridades regulatórias para mover nossa abordagem de enxerto de células-tronco para testes clínicos o mais rápido possível. Se tudo correr bem, poderemos fazer uma terapia dentro de uma década”.

Os experimentos laboratoriais com enxertos eram considerados por muitos pesquisadores, uma caixa preta. Mas, com a descoberta onde as células-tronco restauraram funções da medula espinhal com sucesso, os próximos passos devem ser rumo a outras doenças medular. Somente após os testes estarem completos, é que poderão ser feitos ensaios clínicos em humanos.

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Com informações da Cell Stem Cell.

Ruth Rodrigues
Publicado por

Bióloga de formação, mas divulgadora científica de coração. Escreve sobre o mundo das ciências para o SoCientífica.


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