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Blanets: pequenos corpos planetários poderiam orbitar um buraco negro?

blanets
Fonte: Mark Garlick / Science Photo Library / Getty Images

Quando paramos para pensar em um buraco negro, a primeira ideia que surge em nossa imaginação, é o quão destrutivo ele pode ser para qualquer objeto ao seu redor. No entanto, um buraco negro pode não ser tão ruim assim. Um exemplo disso, foi que, apesar da sua força, astrônomos descobriram que existe uma zona tão segura dentro dessa região, que podem existir milhares de planetas orbitando. O nome dado para esses planetas foi “Blanets”.

Uma descoberta que pode revolucionar o campo da Astronomia

O estudo que visa entender um pouco mais sobre esses planetas que habitam em um buraco negro está em andamento, e vem sendo liderado por Keiichi Wada, da Universidade Kagoshima, no Japão. Que, inclusive, deu o nome de Blanets para esses planetas que habitam um local que antes, era tido como inóspito. Os autores da pesquisa submeteram um trabalho introdutório sobre o que já havia sido descoberto no The Astrophysical Journal.

No artigo, foi estudado desde a formação desses planetas, quando eles eram somente um grão de poeira orbitando nesse local tão supermassivo. Em um trecho do estudo, está registrado que, “nossos resultados sugerem que esses novos planetas podem ser formados em torno de núcleos galácticos ativos com luminosidade relativamente baixa durante a vida útil. Aqui, investigamos os processos de coagulação de poeira e as condições físicas da sua formação.”

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blanets orbitando em um buraco negro
Esquematização de um buraco negro. Fonte: Pixabay

Com essa descoberta, Wada e sua equipe sugerem que seja criada uma nova classificação para os exoplanetas. Principalmente para aqueles que se formam ao redor de um buraco negro ou em uma região próxima a ele. Vale ressaltar que, para a existência desses novos planetas ser possível, o buraco negro deve está ativo. Funcionando como uma fonte de energia, para um novo planeta venha a ser criado e conseguir sobreviver.

Blanets e os buracos negros, uma relação de simbiose?

Como foi relatado por Wada e seus colegas, existe uma relação de simbiose entre essas duas regiões. Ou seja, para que possa sobreviver por longos anos, essa nova classificação de planetas deve ficar a uma distância segura do buraco negro. Mas não longe o suficiente para que impossibilite a sua formação e obtenção de energia. Assim, os cálculos que definem a distância entre ambos estão sendo refeitos, para que possa ser passada uma informação mais segura para os outros pesquisadores da área.

Nesses novos cálculos, foi compreensível que, esses pequenos corpos planetários podem ser criados dentre um período de 70 a 80 milhões de anos. Quando a massa do buraco negro supermassivo, corresponder a um milhão de massas solares. Ainda, de acordo com os cálculos, para que esses corpos planetários não venham a ser destruídos, a distância segura entre ambos deve ser de 13 anos-luz.

Com a descoberta desta possível relação positiva, os estudiosos concluíram que “o interior dos Blanets deve ser insignificantemente pequeno comparado com a sua massa. Portanto, o seu sistema é extraordinariamente diferente dos planetas iguais a Terra. A estabilidade dinâmica de um sistema em torno de um buraco negro supermassivo pode ser um assunto interessante para estudos futuros”.

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Com informações da Science Alert e arXiv.

Ruth Rodrigues
Publicado por

Bióloga de formação, mas divulgadora científica de coração. Escreve sobre o mundo das ciências para o SoCientífica.

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