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Arte & Filosofia

Beleza invisível: exposição traz imagens ampliadas de artefatos antigos

Ladrilho de cerâmica de Gordion, capital da Frígia, área da atual Turquia.

O Penn Museum, Museu de Arqueologia e Antropologia da Universidade da Pensilvânia, possui uma nova e interessante exposição. As obras de arte nada mais são do que imagens ampliadas de artefatos antigos. Elas se parecem com obras completamente pensadas, mas são padrões naturais de inúmeros materiais utilizados nas obras do passado.

A imagem de destaque deste texto, por exemplo, se parece muito com uma arte urbana, um graffiti. Mas é, na verdade, a aplicação de ladrilho de uma cerâmica de Gordion, Turquia. Gordion serviu como capital da Frígia. O período de maior prosperidade da Frígia ocorreu entre 1200 e 700 AEC. O reino participou, por exemplo, da guerra de Tróia. Mas eles decaíram quando ficaram à mercê dos Persas; do Alexandre, o Grande; dos Romanos e dos Bizantinos, sucessivamente. 

A exposição se chama Invisible Beauty: The Art of Archaeological Science, ou Beleza invisível: A Arte da Ciência Arqueológica, no português. O Penn Museum inaugurou a exposição no último sábado (16).  

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“Muitas pessoas estão familiarizadas com escavações, mas geralmente não estão familiarizadas com o que acontece nos laboratórios, que normalmente não são acessíveis ao público em geral”, disse em um comunicado a Dra. Marie-Claude Boileau, co-curadora da Invisible Beauty. “Esta exposição é como uma experiência de bastidores para os visitantes. Mostra o que vemos quando olhamos para o microscópio, e com esta exposição estamos compartilhando com todos”.

Imagens ampliadas de artefatos antigos

Mas eles não colocam simplesmente os materiais em um microscópio e fotografam. Na verdade, é bem mais complexo, e os pesquisadores utilizam tecnologias de ponta para ampliar as imagens nesse nível de detalhes e com um toque artístico tão grande. Eles utilizam principalmente luz infravermelha, raios-x, a gradiometria magnética e microscópios extremamente potentes.

No entanto, não há uma aplicação somente artística para as 25 imagens ampliadas. Isso, na verdade, foi um efeito colateral.

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Um pote de cerâmica nas Ilhas Salomão. (Penn Museum).

Os raios-x, a gradiometria magnética e as outras tecnologias permitem, portanto, olhar para coisas abaixo do solo sem o trabalho de escavá-las, e sem arriscar danificar algo. Dessa forma, eles podem estudar um pouco além da vista comum dos objetos. Eles, então, veem as texturas dos materiais, as misturas e diversos outros detalhes técnicos. 

Isso tudo permite estudar o modo de vida e a saúde da população, o uso, o comércio empregado aos artefatos e até mesmo a situação do meio ambiente na época. Muitos materiais possuem uma certa “memória”, e absorvem muitos detalhes sobre seu entorno, na época em que estavam expostos.

Por exemplo, os pesquisadores conseguiram ver finas camadas de um metal prateado envolvendo os delicados fios de seda de um tecido persa do século XVII. Em uma agulha encontrada no Chipre, eles conseguiram modelar a forma como o artesão a utilizava, por sua corrosão. Em uma amostra de argila da Tailândia, eles encontraram um organismo unicelular após ampliar 26 mil vezes.

Veja as imagens

Há um total de 25 imagens ampliadas de artefatos antigos que você pode acessar clicando aqui. Algumas delas se encontram abaixo:

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Grãos de arroz queimados em busca de evidências de fermentação. (Penn Museum).
Desgastes nos dentes de um porco em Hotu, no Irã, permitem aos cientistas a entender os alimentos dados aos animais na época. (Penn Museum).
Detalhes de um moccasin de 200 anos feito por um indígena norte-americano.
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É divulgador científico por paixão. Gradua-se em Física pela UFSCAR e atua principalmente na Ciencianautas e SoCientífica.

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