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História & Humanidade

Artefatos do Egito Antigo encontrados em monumentos na Arábia Saudita

A descoberta de artefatos religiosos do Egito Antigo na Arábia Saudita pode ajudar a entender melhor a história da região.

Imagem de satélite mostrando as estruturas (Créditos da imagem: Missão Arquitetônica de Dûmat al-Handal / Antiquity Publications Ltd).

Ao norte da Arábia Saudita, há diversos monumentos religiosos, muitos dos quais permanecem com origem desconhecida. A descoberta de artefatos religiosos do Egito Antigo pode ajudar a entender melhor a história dessa civilização há muito tempo extinta.

A pesquisa, feita por pesquisadores da França, Arábia Saudita e Itália, foi liderada pela pesquisadora francesa Dra. Olivia Munoz e contou com o apoio do Ministério da Cultura Saudita.

O monumento, que foi construído seis mil anos antes de Cristo, ou seja, cerca de oito mil anos atrás, era utilizado em rituais funerários e comemorativos.

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O fato de ele conter objetos remetentes ao Antigo Egito é algo destacável porque, apesar da proximidade, o Egito não era um país Árabe, mesmo que hoje seja considerado, por seguir religião muçulmana e a língua Árabe.

Essa influência Árabe, entretanto, é algo muito recente, após a queda da grande civilização egípcia, e após a criação do islamismo. Anteriormente, as relações entre as duas regiões não era tão próxima, até onde se sabe.

O islamismo é comumente atribuído aos países árabes, mas é também seguido em países africanos, persas e locais da Ásia, se extendendo até mesmo a algumas regiões da Índia.

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Vale ressaltar que há 8 mil anos o islamismo ainda não existia, assim como o cristianismo e o judaísmo. Os países Árabes nem sempre foram monoteístas. O monoteísmo é algo relativamente novo.

A descoberta dos artefatos religiosos

A região onde os objetos foram encontradas é bastante rica, por abranger tempos de uma escala de vários milhares de anos. Essas tumbas se estendem desde 6 mil a.C até cerca de 50 d.C.

A plataforma em questão foi construída em três fases diferentes, que se estende por uma faixa temporal bastante longa. A primeira fase inicia-se cerca de 8 mil anos atrás.

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Essa construção foi feita de forma que se alinhasse com o Sol durante os solstícios. Enterrado junto às pedras, havia vários corpos humanos, que não devem ter sido enterros simples. Os pesquisadores acreditam que eles possuíam algum valor simbólico para a construção.

A segunda fase da construção, como sua arquitetura sugere, foi um prédio coletivo, que fora utilizado para rituais funerários e comemorações de caráter social.

A terceira fase é bem mais recente; data de um período entre 5.400 e 5 mil anos atrás. Nesse local se localizavam alguns túmulos, que foram saqueados, mas ainda restaram 13 peças de jóias.

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Algumas das peças encontradas. (Créditos da imagem: Mission Archéologique de Dûmat al-Handal / Antiquity Publications Ltd)

São por meio desses objetos encontrados na terceira fase que se sabe a origem da construção, já que elas apresentam características iguais aos dos ornamentos fabricados pelos egípcios.

Não se sabe com exatidão como esses Artefatos religiosos do Egito Antigo foram parar lá, mas imagina-se que seja algo relacionado a trocas comerciais. Hipóteses mais aprofundadas poderão vir apenas após mais escavações.

O estudo foi publicado no periódico Antiquity, mantido pela Universidade de Cambridge. Informações de Ancient Origins.

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É divulgador científico por paixão. Gradua-se em Física pela UFSCAR e atua principalmente na Ciencianautas e SoCientífica.


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