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Ciência

Algumas pessoas podem ter vantagens imunológicas contra o coronavírus

Um estudo publicado recentemente sugere que algumas pessoas podem ter alguma vantagens imunológicas no combate ao coronavírus.

(Créditos da imagem: rawpixel)

Um estudo publicado recentemente sugere que algumas pessoas podem ter alguma vantagens imunológicas no combate ao coronavírus.

Isso foi detectado quando eles notaram que algumas pessoas que nunca foram expostas ao vírus, possuem células T capazes de agir contra o Sars-CoV-2.

As células T, chamada também de linfócitos T, são células que fazem parte do sistema imunológico e dos glóbulos brancos. Elas “saem” da medula óssea e viajam pelo corpo buscando por patógenos.

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Quando elas encontram um invasor, elas se diferenciam e se “especializam” como uma espécie de célula de memória. Dessa forma, quando se multiplicam, se espalham pelo corpo e sabem identificar esse invasor.

A novidade é que aparentemente, algumas pessoas possuem uma proteção contra o coronavírus mesmo sem nunca ter sido infectado.

Mas como essa imunidade surgiu?

Segundo o estudo, o que ocorre é algo chamado de reatividade cruzada: quando a célula T reage contra um vírus que apresenta semelhanças contra outro infectado anteriormente.

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Eles acreditam que essas pessoas podem ter sido infectadas, no passado, por algum tipo de coronavírus que causa apenas um resfriado: existem quatro desses praticamente inofensivos. Isso pode ter lhes dado essas “pré-cargas” imunológicas

Para garantir que essas pessoas não haviam sido infectadas com o Sars-CoV-2 antes do que se sabia, eles utilizaram amostras de sangue que haviam sido coletadas entre 2015 e 2018.

No total, foram 20 voluntários. Dos 20, metade possuía um glóbulo branco chamado CD4+ – T cells, e é ele que conseguia identificar o coronavírus e reagir.

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Todas essas 20 pessoas foram infectadas pelo vírus durante a pandemia. De todos, apenas 2 tiveram casos grave. Os outros 18, tiveram apenas casos leves ou moderados.

Eles utilizaram pessoas infectadas justamente para que fosse possível fazer esse tipo de comparação.

Na população geral, cerca de 20% dos casos são graves. Entre esse grupo do estudo, foram apenas 2 de 20, o que corresponde a 10%. No entanto, o grupo amostral é pequeno para se afirmar algo.

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 Conforme a pesquisadora Maillère Bernard, da Université de Paris- Saclay, disse ao Business Insider: 

“É muito cedo para concluir que a reatividade cruzada com coronavírus frio desempenha um papel no resultado clínico leve ou grave do covid-19 ou no grau de infecção nas populações”.

Também ao Business Insider, Alessandro Sette, co-autor do artigo, fez outra ressalva:

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“Obviamente, não podemos dizer com razão o que acontecerá daqui a 15 anos, porque o vírus existe há alguns meses. Portanto, ninguém sabe se essa resposta imune é duradoura ou não”.

Agora, os pesquisadores precisam encontrar mais pessoas com esse tipo de células e fazer mais testes, para colocar a constatação à prova e ver se existem de fato essas vantagens imunológicas- já que em um grupo pequeno é fácil que haja algum erro estatístico.

O estudo foi publicado no periódico de acesso aberto Cell.

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É divulgador científico por paixão. Gradua-se em Física pela UFSCAR e atua principalmente na Ciencianautas e SoCientífica.

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