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Agora os cientistas sabem como se formam nebulosas planetárias, as “mandalas cósmicas”

Nebulosa olho de gato. (Créditos da imagem: J.P. Harrington and K.J. Borkowski (University of Maryland), and NASA).

As nebulosas planetárias são apenas algumas dos muitos tipos de nebulosas que existem pelo universo. As nebulosas são formadas pela poeira e gás em altas temperaturas no espaço

Elas também estão entre os tipos mais bonitos de nebulosas, devido aos seus padrões psicodélicos. Além disso, elas são descritas por algumas pessoas como “mandalas cósmicas”.

Embora sejam chamadas de nebulosas planetárias, nada possuem a ver com planetas. Foi, na verdade, um engano. Há alguns séculos, durante as primeira observações, elas pareciam com os gigantes gasosos do sistema solar. No entanto, isso ocorria pela falta de aproximação dos telescópios.

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Agora, em um estudo publicado na sexta-feira (18) no periódico Science, os cientistas descrevem o possível meio pelo qual elas adquirem esses lindos formatos. 

Elas formam-se a partir das gigantes vermelhas. Um gigante vermelha é uma forma moribunda das estrelas semelhante ao Sol – ou seja, um dos últimos estágios de vida dessas estrelas.

Quando o Sol perder quase todo seu combustível, ele inchará e ficará extremamente avermelhado. Nesse processo, o Sol crescerá tanto que engolirá a Terra.

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Em diversas etapas de crescimento e diminuição, ele perde quase toda a sua massa. Esse gás e plasma liberados formarão as nebulosas planetárias, que brilharão pelo calor residual da matéria.

“O Sol – que no final das contas se tornará uma gigante vermelha – é redondo como uma bola de bilhar, então nos perguntamos: como uma estrela assim pode produzir todas essas formas diferentes?”, disse o astrônomo Leen Decin em um comunicado.

Ganhando forma

As simulações em computadores e as observações sem precedentes feitas com o observatório ALMA, no Chile, ajudaram os cientistas a entender um pouco sobre a formação dessas nebulosas.

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As principais influências na forma dessas estrelas estão na gravidade. A atração gravitacional de estrelas próximas e de planetas grandes como Júpiter são capazes de distorcer a nuvem de gás.

A principal vantagem das observações que eles fizeram, é pelo fato de que foram meticulosamente pensadas. Quando se faz uma ampla análise com diversas observações prévias, de outros estudos, no entanto, cada observação possui um método diferente.

Nesse caso, todas as observações utilizaram os mesmos métodos. Isso é importante para a retirada de vieses e, portanto, um melhor aproveitamento dos dados.

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Eles observaram, mais especificamente, os ventos estelares. Embora levem esse nome, não são como o vento. Trata-se de plasma e partículas altamente carregadas liberadas pelas estrelas. 

“Notamos que esses ventos são tudo menos simétricos ou redondos. Alguns deles são bastante semelhantes em forma às nebulosas planetárias”, conforme explica Decin.

“Alguns ventos estelares eram em forma de disco, outros continham espirais e, em um terceiro grupo, identificamos cones”, diz.

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Exe explica que “Assim como uma colher que você mistura em uma xícara de café com um pouco de leite pode criar um padrão espiral, o companheiro suga o material em sua direção enquanto gira em torno da estrela e modela o vento estelar”.

No caso do sistema solar, por exemplo, não há um companheiro binário para o Sol. Entretanto, Júpiter e Saturno possuem massa o suficiente para influenciar consideravelmente nesses fluxos. Um dia, portanto, seremos uma linda nebulosa planetária.

O estudo foi publicado na revista Science. Com informações de Science Alert e KU Leuven News.

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É divulgador científico por paixão. Gradua-se em Física pela UFSCAR e atua principalmente na Ciencianautas e SoCientífica.


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