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Coronavírus

Vacina de Oxford testada no Brasil apresentou boa resposta imunológica

A vacina mais avançada do mundo é a de Oxford, e em novos testes, a vacina causou boa resposta imunológica no corpo.

(Créditos da imagem: Pixinio).

O mundo está frenético atrás de uma vacina eficiente para acabar com a pandemia do coronavírus – são mais de 160 protótipos sendo testados pelo mundo. A vacina mais avançada do mundo é a de Oxford, e em novos testes, a vacina causou boa resposta imunológica no corpo.

Isso significa que ela causou a produção de anticorpos e células imunes sem causar reações graves no corpo – é importante que a vacina tenha menos efeitos colaterais do que o próprio vírus.

A vacina, chamada de ChAdOx1 nCoV-19, está sendo desenvolvida com uma versão enfraquecida de um vírus de resfriado semelhante ao coronavírus, o adenovírus, que infecta chimpanzés.

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Para que o vírus funcionasse, eles garantiram que eles não infectam e se reproduzam nos seres humanos, além de já ser de chimpanzé. Em seguida, adicionaram a produção de proteínas que o Sars-CoV-2 usa para nos infectar.

O trabalho do vírus enfraquecido que compõe a vacina é que, quando entrar na corrente sanguínea, ensine para o sistema imunológico como é a proteína inimiga, e ao ser infectado pelo coronavírus, o corpo o ataca, ou seja, estamos imunes.

Os novos resultados da vacina ChAdOx1 nCoV-19 foram publicados pelos pesquisadores da Universidade de Oxford na última segunda-feira, 20 de julho, na revista The Lancet, como informa o Live Science.

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Os testes da vacina se iniciaram e abril e já terminou a primeira fase. A fase finalizada agora é a segunda. A terceira fase de testes está ocorrendo no Brasil, o novo epicentro da pandemia, e alguns outros países. 

Como funcionam os testes?

Os testes da segunda fase foram feitos com 1077 participantes. Esse grupo foi dividido em dois – um recebe a vacina para o coronavírus, e o segundo, para bactérias meningocócicas, que causam a meningite.

Ninguém sabe qual vacina tomou, e a ideia é, portanto, que a vacina bacteriana sirva como grupo controle, para se garantir que a vacina não possui efeito placebo. O grupo com a vacina real precisa se sair melhor do que o grupo controle.

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Agora, haverá mais dois acompanhamentos do grupo: 184 dias após, e 364 dias, para ver se houve algum efeito colateral, ou se a vacina ainda mantém a resposta imunológica funcional no corpo, portanto.

Sim, são muitos dias, e apesar da vacina ter se mostrado promissora, ainda falta uma parte enorme dos testes. Ainda não estamos tão próximos de ter uma vacina em mãos, e a paciência é crucial. 

Entre os efeitos colaterais que surgiram, são aqueles efeitos leves de toda a vacina – dor no local da aplicação, fadiga, dor de cabeça e febre leve. Entretanto, Paracetamol e Tylenol apresentaram melhores resultados para inibir os efeitos colaterais.

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O que vem agora?

A terceira fase é testada em uma escala mais ampla. É ela que vai determinar se a vacina funciona em grandes grupos – dentre efeitos colaterais e sucesso no combate. Nessa fase, milhares de pessoas participam.

No total, já foram vacinadas cerca de 50 mil pessoas pelo mundo, das quais 10% estão no Brasil. Elas serão, agora, monitoradas, e a vacina precisa causar menos efeitos e menos mortes do que o vírus em si. 

Eles esperam que se tudo correr bem, a vacina possa estar liberada para uso em junho de 2021. Sim, é bastante demorado, por questões de segurança, por isso a quarentena é tão importante.

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Os resultados da segunda fase foram publicados no periódico The Lancet.

Com informações de Live Science e G1.

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É divulgador científico por paixão. Gradua-se em Física pela UFSCAR e atua principalmente na Ciencianautas e SoCientífica.


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