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Um asteroide passou perto da Terra em 1º de setembro — e ele veio acompanhado

Uma pedra gigante com o nome de Florence Nightingale passou pela Terra em 1º de setembro de 2017. Observação: Imagem meramente ilustrativa

Uma enorme rocha espacial chamada Florence, de aproximadamente 4,4 quilômetros de diâmetro, passou zunindo pela Terra em cerca de 7 milhões de quilômetros no dia 1º de setembro. É o maior asteroide a passar perto da Terra em mais de um século.

Os astrônomos descobriram o asteroide em 1981 e o nomearam de 3122 Florence, em referência à Florence Nightingale, fundadora da enfermagem moderna. Com base em uma reconstrução de sua órbita histórica, os astrônomos determinaram que esse sobrevoo é o mais próximo que Florence chegou à Terra desde 1890. É também o maior asteroide que vimos passar perto da Terra desde que a NASA começou a detectar os asteroides próximos de nós em 1995.

 

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Imagens Delay-Doppler de Florence obtidas em 29 de agosto de 2017. A resolução é 75 m x 7,7 Hz. O alcance aumenta e a frequência Doppler aumenta para a direita. O tempo aumenta da esquerda para a direita e de cima para baixo. O asteroide mostra aparência geral arredondada. A distância entre as bordas de partida e as bordas de fuga é de cerca de 2,3 km. Cada imagem é uma soma de 5 execuções que abrange cerca de 25 graus de rotação. Fonte: JPL/NASA

Imagens Delay-Doppler de Florence obtidas em 29 de agosto de 2017. A resolução é 75 m x 7,7 Hz. O alcance aumenta para cima e a frequência Doppler aumenta para a direita. O tempo aumenta da esquerda para a direita e de cima para baixo. O asteroide mostra aparência geral arredondada. A distância entre a borda de ataque para a borda de fuga é de cerca de 2,3 km. Cada imagem é uma soma de 5 execuções que abrange cerca de 25 graus de rotação. Fonte: JPL/NASA

A rocha é altamente reflexiva, por isso foi suficientemente brilhante para ser visível em pequenos telescópios por várias noites, e possuiu diâmetro de cerca de 4,35 quilômetros (mas algumas estimativas dão valores para o diâmetro de até 4,90 quilômetros). Os astrônomos também o estudaram de Porto Rico e Califórnia usando imagens de radar. O Florence percorreu as constelações Piscis Austrinus, Capricornus, Aquarius e Delphinus.

Imagem de radar do telescópio de 70 metros de antena, no Goldstone Deep Space Communications Complex, da NASA, entre 29 de agosto e 1º de setembro. revelaram que o asteroide de cerca de 4,5 km (2,8 milhas) de diâmetro, nomeado 3122 Florence, tem companhia: dois pequenos asteroides que o orbitam enquanto ele segue pela sua trajetória. 3122 Florence é apenas o terceiro asteroide conhecido com essa característica, o que faz dele um asteroide triplo. Fonte: CNOEOS/JPL/NASA

Imagem de radar do telescópio de 70 metros de antena, no Goldstone Deep Space Communications Complex, da NASA, entre 29 de agosto e 1º de setembro. revelaram que o asteroide de cerca de 4,5 km (2,8 milhas) de diâmetro, nomeado 3122 Florence, tem companhia: dois pequenos asteroides que o orbitam enquanto ele segue pela sua trajetória. 3122 Florence é apenas o terceiro asteroide conhecido com essa característica, o que faz dele um asteroide triplo. Fonte: CNOEOS/JPL/NASA

Asteroide triplo

O Centro de Estudos de NEO’s, o CNEOS na sigla inglesa, (sendo que NEO – Near Earth Object, ou seja, Objeto Próximo à Terra) do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA, anunciou que imagens de radar revelaram duas “luas” orbitando Florence. Dos 16.400 asteroides próximos à Terra já descobertos, este é apenas o terceiro sistema triplo já visto.

Sim, é um sistema triplo, já que, a bem do rigor cientifico, os corpos menores que orbitam Florence são tecnicamente também asteroides e formam, em conjunto com o 3122 Florence um sistema triplo que segue vagando pelo espaço.

Todos os três asteroides triplos próximos da Terra foram descobertos com observações de radar e o Florence é a descoberta mais recente de um sistema triplo de asteroides desde que duas “luas” foram descobertas em torno do asteroide 1994 CC em junho de 2009. Os tamanhos das duas luas de Florence ainda não estão bem determinados, mas os astrônomos do CNEOS acreditam que elas tenham  entre 100 e 300 metros de diâmetro.

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Também não são bem conhecidos ainda o período orbital de cada um dos corpos que segue jornada junto do Florence, mas projeções iniciais dão conta de quem o corpo de órbita mais interna demora aproximadamente 8 horas para completar uma volta em torno do corpo maior, ou seja, em torno do Florence. Já o outro objeto de órbita mais externa gasta cerca de 22 a 27 horas para completar uma volta inteira em torno do seu companheiro viagem ao qual ele está gravitacionalmente preso (o próprio 3122 Florence).

A lua interna do sistema de Florence tem o período orbital mais curto do que qualquer uma das outras luas de todos os 60 asteroides próximos da Terra conhecidos por terem luas. As imagens do radar Goldstone, que tem uma resolução de 75 metros, não revelam nenhum detalhe das pequenas luas, já que elas aparecem nessas imagem como apenas alguns pixels de extensão.

Detalhando o 3122 Florence

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As imagens do radar também fornecem nossa primeira visão em close do próprio Florence. Embora o asteroidão desse sistema triplo seja bastante redondo, ele tem uma crista ao longo de seu equador, pelo menos uma grande cratera, duas grandes regiões planas e inúmeras outras características topográficas em pequena escala. As imagens também confirmam que o Florence gira em trono do seu próprio eixo uma vez a cada 2,4 horas, resultado que já havia sido determinado anteriormente a partir de medidas óticas das variações de brilho do asteroide.

A sequência animada mostrada acima foi construída a partir de uma série de imagens de Florence obtidas com o radar. A sequência dura várias horas e mostra mais de duas rotações completas do corpo grande e primário. As luas podem ser claramente vistas quando orbitam o corpo principal.

As imagens de radar são diferentes das fotos tiradas com uma câmera digital, mas são semelhantes às imagens de ultra-som. A geometria em imagens de radar é análoga a ver um objeto de cima do pólo norte com a iluminação proveniente do topo. Os efeitos de projeção podem fazer com que as posições de Florence e de suas luas se sobreponham mesmo que eles não estejam se tocando.

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Bem no início deste mês, 01º  de setembro, Florence alcançou a máxima aproximação da Terra e agora está afastando lentamente do nosso planeta. Observações de radar adicionais foram agendadas no Goldstone Solar System Radar da NASA na Califórnia e no Observatório Arecibo, da Fundação Nacional de Ciência em Porto Rico, para até 8 de setembro. Essas observações devem mostrar mais detalhes da superfície em Florence e fornecer estimativas mais precisas dos períodos orbitais das duas luas. Esses resultados são valiosos para os cientistas porque eles podem ser usados para estimar a massa total e a densidade do asteroide.

Asteroide Florence, um grande NEO (near-earth asteroid), passou com segurança pela Terra em 1 de setembro de 2017, a uma distância de cerca de 7 milhões de quilômetros.

Asteroide 3122 Florence, um grande NEO (near-earth asteroid), passou com segurança pela Terra em 1 de setembro de 2017, a uma distância de cerca de 7 milhões de quilômetros, o que equivale a cerca de 18 vezes a distância média entre a Terra e a Lua. Fonte: NASA

A máxima aproximação de nós experimentada pelo Florence em 01º de setembro foi de 18,4 vezes a distância média Terra-Lua, ou seja, a cerca de 7 milhões de quilômetros (0,0472 UA) de nós. O que representa uma distância relativamente segura para nós.

Animação mostrando a órbita do 3122 Florence. Os cálculos dão conta que o trio não voltarão a chegar tão próximo da Terra até o ano de 2.500.

Animação mostrando a órbita do 3122 Florence. Os cálculos dão conta que o trio não voltarão a chegar tão próximo da Terra até o ano de 2.500. Fonte: NASA e CNEOS/JPL/NASA

Se uma rocha do tamanho de Florence atingisse a Terra à velocidade do meteoro que explodiu sobre Chelyabinsk, na Rússia, em 2013, escavaria uma cratera de 55 quilômetros de diâmetro e um quilômetro de profundidade e causaria efeitos catastróficos para a atmosfera e os ecossistemas terrestres.

Trajetória heliocêntrica do asteroide 3122 Florence mostrando a máxima aproximação da Terra em 01º de setembro. As posições reais de Mercúrio, Vênus, Terra e Marte são mostradas em relação às estrelas de fundo. Fonte: Center for Near-Earth Object Studies (CNEOS)/JPL/NASA

Trajetória heliocêntrica do asteroide 3122 Florence mostrando a máxima aproximação da Terra em 01º de setembro. As posições reais de Mercúrio, Vênus, Terra e Marte são mostradas em relação às estrelas de fundo. Fonte: Center for Near-Earth Object Studies (CNEOS)/JPL/NASA

Por sorte, os astrônomos garantem que ele não chegará a menos de 18 vezes a distância média entre a Terra e a Lua, e isso não aumentará até 2.500 segundo os cálculos que temos até agora. Mas mesmo assim o 3122 Florence seguirá sendo monitorado já que ele está na categoria de NEO.

Fontes: NASACNEOS/JPL/NASA e New Scientist.

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