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Terra está lamentavelmente despreparada para um choque com um cometa ou asteroide

Cientista recomendou à NASA construir um foguete interceptador, com testes periódicos, ao lado de uma espaçonave de observação para parar “bolas de fogo” catastróficas antes de elas nos atingir

Cientista recomendou à NASA construir um foguete interceptador, com testes periódicos, ao lado de uma espaçonave de observação para parar bolas de fogo catastróficas antes de elas nos atingir

A espécie humana está lamentavelmente despreparada para um eventual colisão com um cometa ou asteroide, avisou cientista da NASA. O alerta foi dado durante uma apresentação de cientistas nucleares sobre como os humanos poderia desviar perigos cósmicos que se dirigem à Terra.

“O maior problema, basicamente, é que não há muito o que podemos fazer sobre isso neste momento”, disse o Dr. Joseph Nuth, um pesquisador do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA.

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Discursando na reunião anual da União Geofísica Americana, Nuth observou que cometas e asteroides grande e potencialmente perigosos são extremamente raros, comparado a pequenos objetos que ocasionalmente explodem no céu terrestre ou que se chocam na superfície. “Mas, por outro lado, eles são eventos no nível dos que podem causar extinção, parecido com o que matou os dinossauros, há 50 ou 60 milhões de anos, essencialmente. É claro que você poderia afirmar que estamos no prazo, mas é uma evento aleatório a partir daquele ponto”.

Os cometas seguem caminhos distantes da Terra, mas às vezes batem na nossa vizinhança. Nuth disse que a Terra teve um “contato imediato” em 1996, quando um cometa aberrante voou para Júpiter, e depois novamente em 2004, quando um cometa passou “dentro de uma distância de uma cusparada cósmica de Marte”. Esse segundo cometa foi descoberto apenas a vinte e dois meses antes de tocar no planeta: realmente sem muito tempo para lançar um míssil de desvio, caso tivesse a caminho da Terra.

“Se você tomar como exemplo o lançamento de uma espaçonave de alta confiabilidade e o lançamento dela, demora cinco anos para lançar um veículo espacial. Nós tínhamos vinte e dois meses de aviso no total.”

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A NASA recentemente fundou um gabinete de defesa planetária, e Nuth foi recomendado que a agência construa um foguete de interceptação para mantê-lo em estoque, com teste periódicos, ao lado de uma nave espacial de observação. Nuth disse que a NASA pode reduzir aqueles cinco anos de lançamento pela metade, mas mesmo reduzindo essa programação por um quarto seria “basicamente um ato de desespero pela passagem”.

Um foguete em estoque e pronto para ser lançado em um ano, contudo, “pode atenuar a possibilidade de um asteroide sorrateiro vindo de um lugar que é difícil observar, como o Sol”, disse Nuth. O cientista salienta que ele e os outros coautores não falam em nome da NASA, e que essa missão irá demandar um pedido ao Congresso e a aprovação dele.

A NASA descobriu uma estimativa de 90% ou mais de objetos próximos à Terra maiores que um quilômetro, um tamanho que poderia causar devastação no planeta. Ainda assim, objetos menores são também extremamente perigosos, e a NASA encontrou 874 asteroides de um quilômetro de largura entre os 1.748 “asteroides potencialmente perigosos”. Asteroides são mais escuros e mais rochosos que cometas de gelo e muitos voam dentro de um faixa que se estende entre Júpiter e Marte.

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Um foguete guardado e pronto para ser lançado dentro de um ano “poderia mitigar a possibilidade de um asteroide sorrateiro vindo de um lugar que é difícil de observar, com o Sol”. Imagem: Mopic / Alamy/Alamy

Um foguete guardado e pronto para ser lançado dentro de um ano “poderia mitigar a possibilidade de um asteroide sorrateiro vindo de um lugar que é difícil de observar, com o Sol”.

O doutor Cathy Plesko, um cientista do Laboratório Nacional de Los Alamos, afirmou que há duas maneira de a humanidade defletir um asteroide: uma ogiva nuclear ou um “pêndulo cinético, o qual é basicamente uma bala de canhão”.

“A tecnologia para uma bala de canhão é na verdade uma tecnologia muito boa, interceptar objetos em uma alta velocidade na verdade acaba por ser mais eficiente que grandes explosivos”.

Os cálculos para um defletor de bala de canhão levaria muito mais tempo para serem aperfeiçoados, contudo, do que o último recurso da pirotecnia de uma bomba nuclear. Para “explodir um asteroide em pedacinhos”, afirma Plesko, “teria perigosos efeitos colaterais, incluindo os estilhaços da explosão. Nós estamos cuidadosamente fazendo nossa lição de casa. Nós não queremos ter que fazer nossos cálculos quando algo já esteja vindo. Precisamos terminar este trabalho”.

Parte dos cientistas estão preocupados com uma lacuna de conhecimento. “Não temos muitos dados sobre como seriam o interior de asteroides ou cometas”, afirma a cientista, “mas baseado no que sabemos sobre a física, rochas e gelos, nós podemos supor”.

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Galen Gisler, um outro cientista de Los Alamos, diz que um asteroide ou cometa que venha a escapar de uma tentativa de deflexão muito provavelmente iria atingir o oceano. Mas ele afirma que um asteroide menor que 150 metros de diâmetro poderia causar um borrifo espetacular, espalhando água por milhares de quilômetros de altura, e que provavelmente não causaria um tsunami.

Leia mais em “Um asteroide passou perto da Terra em 1º de setembro — e ele veio acompanhado”

Mas uma rocha que exploda próximo a um litoral populoso, sobre a água, ou quando ela atingisse o oceano, seria “altamente perigosa”, afirma Gisler, citando o dano causado por um meteoroide de dezoito metros e sete mil toneladas se despedaçou sobre a cidade de Chelyabinsk, na Rússia, em 2013. Lançando um bola de fogo ofuscante pelo céu, o meteoroide destruiu janelas por quilômetros, feriu mais de mil pessoas por 88 quilômetros ao longo do seu caminho.

Por uma década, a NASA e a Administração Nacional de Segurança Nuclear têm trabalho juntas estudando asteroides. Em outubro, a Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA) e a NASA executaram um exercício de simulação sobre o que poderia acontecer se um asteroide enorme caísse próximo a Los Angeles. Se um asteroide de mil metros atingisse os sul da Califórnia, eles estimaram, a explosão varreria cidades e mataria dezenas de milhares de pessoas.

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Em 1908, uma bola de fogo maciça, que acredita-se ter entre 50 e 100 metros de largura, varreu centenas de metros quadrados de floresta na Sibéria, próximo ao rio Podkamennaya Tunguska. Janelas fora estilhaçadas a mais de cinquenta quilômetros de distância, e as testemunhas relataram queimaduras de pele e encontraram os restos carbonizados de um rebanho de renas. Os cientistas calculam que o evento de Tunguska, como é chamado, foi uma explosão cerca de 185 vezes mais forte que a bomba atômica lançada sobre Hiroshima em 1945.

Com informações do The Guardian.

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Mestrando em Estudos Ambientais pela UCES, Buenos Aires. Graduado em Engenharia Civil e pós-graduado em Gestão Pública e Controladoria Governamental. Com interesse por ciência, tecnologia, filosofia, desenvolvimento sustentável e diversas outras áreas do conhecimento humano.

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