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História & Humanidade

Quem está feliz, quem não está? Noruega no topo da lista, Estados Unidos desce

Nesta foto de arquivo de 7 de setembro de 2016, um rosto sorridente é visto em um girassol em um campo de girassol em Lawrence, Kansas, Estados Unidos. (Foto AP / Charlie Riedel)
Texto adaptado do MedicalXpress
De Seth Borenstein

 

Se você quer ir para o seu lugar da felicidade, você precisa mais do que dinheiro. E um casaco de inverno — e senso de comunidade.

Um novo relatório mundial da felicidade foi divulgado hoje (20), dia em que o mundo celebra o Dia Internacional da Felicidade, data que foi criada em julho de 2012 pela Assembleia Geral das Nações Unidas e as comemorações ocorrem desde 2013. Segundo a ONU, o dia é uma forma de reconhecer a importância da felicidade na vida das pessoas em todo o mundo.

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O relatório World Happiness Report 2017 mostra que a Noruega é o país mais feliz da Terra, o povo dos Estados Unidos está ficando mais triste e que é preciso mais do apenas dinheiro para ser feliz.

A Noruega saltou para o topo da lista do World Happines Report (Relatório Mundial da Felicidade) apesar de o preço do petróleo despencar, uma parte chave da economia daquele país. A renda nos Estados Unidos aumentou ao longo da década passada, mas a felicidade por lá está em queda.

Os Estados Unidos está em 14º neste último ranking, e estava em 13º no ano passado. Ao longo dos anos, os Estadunidenses têm sido cada vez menos felizes.

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“São as coisas humanas que importam. Se as riquezas tornam mais difíceis ter relações frequentes e confiáveis entras pessoas, vale a pena?”, pergunta Jonh Helliwell, o principal autor do estudo e economista da Universidade da Columbia Britânica, no Canadá (ranqueado como o 7º país mais feliz do mundo). “O lado material pode ser um obstáculo no caminho do lado humano”, disse o pesquisador.

O Brasil está muito bem colocado nesta lista, aparecendo em 22º lugar como o país mais feliz do mundo, à frente de países como Argentina (24º), México (25º), Uruguai (28º), França (31º),  Tailândia (32º) e Espanha (34º). Mas está atrás de Nova Zelândia (8º), Costa Rica (12º), Áustria (13º) e Chile (20º).

Estudar a felicidade pode parecer algo frívolo, mas acadêmicos sérios há pedem mais pesquisas sobre o bem-estar emocional das pessoas, especialmente nos Estados Unidos. Em 2013, a Academia Nacional de Ciências emitiu um relatório recomendando que as pesquisas e estatísticas federais, que normalmente lida com renda, gastos, saúde e habitação, inclua algumas questões extras sobre felicidade porque isso poderia levar a melhores políticas públicas que afetariam para melhor a vida das pessoas.

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A Noruega subiu da quarta colocação para o topo da lista do relatório  com uma combinação bem sucedida de economia, saúde e apuração de dados de pesquisas por economistas, que são calculado em média a cada três anos, de 2014 a 2016. A Noruega ultrapassou a anterior campeã, a Dinamarca, que caiu para o segundo lugar. A Islândia, a Suíça e Finlândia, completam os cinco melhores colocados no ranking.

“Bom para eles. Eu não acho que a Dinamarca tem o monopólio da felicidade”, disse Meik Wiking, chefe do escritório executivo do Happiness Research Institute, em Copenhague, que não faz parte da entidade do estudo global que gerou o ranking mundial da felicidade. “O que funciona nos países nórdicos é um senso de comunidade e entendimento do bem comum,” afirma Wiking.

Ainda assim, você tem que ter algum dinheiro para ser feliz, isso se deve já que a maioria dos países na parte de baixo da lista estão em extrema pobreza.

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A República Centro-Africana (ou República da África Central) se sente o último na lista da felicidade e é seguida por Burundi, Tanzânia, Síria e Ruanda.

Tabela

Durante a última década, enquanto a renda nos Estados Unidos subiu, os níveis de felicidade auto-relatados caíram, uma das maiores quedas do mundo. No entanto, este ano, a Noruega saltou para o primeiro lugar no relatório anual de felicidade mundial, apesar da queda do preço do petróleo, uma parte fundamental da sua economia. (Fonte: World Happiness Report 2017)

O relatório traz 155 países (veja a lista completa aqui). Os economistas têm feito o rol dos países desde 2012, mas os dados utilizados vão bem antes disso, de modo que os economistas podem dizer as tendências.

Os rankings são fundamentados no produto interno bruto (PIB) por pessoa (PIB per capita), expectativa de vida com base em quatro fatores de pesquisas globais. Nessas pesquisas, as pessoas dão pontos de 1 a 10 sobre quanto de suporte social elas sentem que têm se algo dá errado, sobre a liberdade de fazer suas próprias escolhas, sobre o senso delas de quão corrupta e o quão generosa a sua sociedade é.

Enquanto a maioria dos países estão ficando mais felizes ou fazendo progressos, o ranking da felicidade dos Estados Unidos caiu 5% ao longo da última década. Venezuela e República Centro-Africana foram os que mais desceram durante a última década. Os que mais subiram foram Nicarágua e Letônia.

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O coautor do estudo e economista Jeffrey Sachs da Universidade Columbia, em Nova York, disse em entrevista por telefone de Oslo que o senso de comunidade, tão forte na Noruega, está se deteriorando nos Estados Unidos.

“Estamos nos tornando mais e mais mesquinhos. E nosso governo está se tornando mais e mais corrupto. E a desigualdade está crescendo”, disse Sachs, citando a pesquisa e a análise que ele conduziu sobre a declinante felicidade nos Estados Unidos para o relatório. “É uma tendência de longo prazo e as condições estão ficando piores”, concluiu.

Carol Graham da Universidade de Maryland, que foi autor de nenhum do estudo, mas revisou alguns capítulos, disse que o relatório imita o que acontece em algumas áreas rurais dos Estados Unidos, onde seus estudos mostram que os brancos pobres sentem uma profunda falta de esperança, a qual ela liga com o crescimento das taxas dentro daquele grupo de viciados em analgésicos e de suicídios.

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“Há uma profunda miséria na região central”, Graham, autora do livro “The Pursuit of Happines – an economy of well-being” (“A busca da felicidade – a economia do bem-estar”, em tradução livre), escreveu em um e-mail.

Felicidade — e fazer o que você ama — é mais importante do que os políticos pensam, disse Helliwell, o autor do estudo. Ele relatou que a nota da sua felicidade pessoal é 9, em uma escala que vai 1 a 10.

Em 2015, a ONU e os seus estados-membros lançaram os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que buscam acabar com a pobreza, reduzir as desigualdades e proteger o planeta. Segundo as Nações Unidas, esses são três aspectos que podem levar ao bem-estar e à felicidade das nações.

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Referências:

  1. Sustainnable Development. “Fifth World Happiness Report Ranks Happiest Countries” http://unsdsn.org/news/2017/03/20/fifth-world-happiness-report-2017-ranks-happiest-countries/
  2. Medical Xpress. “Who’s happy, who’s not: Norway tops list, US falls”. https://medicalxpress.com/news/2017-03-happy-norway-tops-falls.html
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Mestrando em Estudos Ambientais pela UCES, Buenos Aires. Graduado em Engenharia Civil e pós-graduado em Gestão Pública e Controladoria Governamental. Com interesse por ciência, tecnologia, filosofia, desenvolvimento sustentável e diversas outras áreas do conhecimento humano.

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