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Saúde & Bem-Estar

Inteligência emocional em excesso pode ser um mau negócio

Texto adapado da Scientific American

Profunda empatia pode ter um preço.

Reconhecer quando um amigo ou colega se sente triste, bravo ou surpreso é a chave para se dar com os outros. Mas um novo estudo sugere que o talento especial para espionagem de sentimentos pode, por vezes, vir com uma dose extra de stress. Esta e outras pesquisas desafiam a visão prevalecente de que inteligência emocional é sempre benéfica para o seu portador.

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Em um estudo publicado em 2016 na revista Emotion as psicólogas Myriam Bechtoldt e Vanessa Schneider da Escola de Frankfurt de Administração e Finanças na Alemanha fez a 166 estudantes universitários do sexo masculino uma série de perguntas para medir as inteligências emocionais deles. Por exemplo, elas mostraram aos alunos fotografias de rostos de pessoas e perguntaram a eles em que medida sentimentos como felicidade ou repulsa estavam sendo expressos. Os alunos então tiveram que realizar entrevista de emprego na frente de “juízes” exibindo expressões faciais severas. As cientistas mediram as concentrações do hormônio do estresse (cortisol) na saliva dos alunos antes e depois da entrevista.

Nos estudantes que foram avaliados como mais inteligentes emocionalmente, as medidas de estresse aumentaram mais durante o experimento e demoraram mais para voltar ao ponto de partida. Os resultados sugerem que algumas pessoas podem ser muito emocionalmente astutas para seu próprio bem, diz Hillary Anger Elfenbein, professora de comportamento organizacional na Universidade de Washington em St. Louis, que não esteve envolvida no estudo. “Às vezes você pode ser tão bom em algo que causa problemas”, observa ela.

De fato, esse estudo soma-se a pesquisas anteriores insinuando um lado negro da inteligência emocional. Um estudo publicado em 2002 no periódico Personality and Individual Differences sugeriu que as pessoas emocionalmente perceptivas podem ser particularmente suscetíveis a sentimentos de depressão e desesperança. Além disso, vários estudos, incluindo um publicado em 2013 na PLOS ONE, têm inferido que a inteligência emocional pode ser usada para manipular os outros para ganho pessoal.

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Mais pesquisas são necessárias para ver como exatamente a relação entre inteligência emocional e estresse seria desempenhada em mulheres e em pessoas de diferentes idades e níveis de educação. No entanto, a inteligência emocional é uma habilidade útil de se ter, desde que você aprenda também a lidar adequadamente com as emoções — tanto as dos outros com as suas próprias, diz Bechtoldt, professora de comportamento organizacional. Por exemplo, alguns indivíduos sensíveis podem assumir a responsabilidade pela tristeza ou raiva de outras pessoas, o que acaba por estressá-las. “Lembre-se”, diz a professora, “você não é responsável por como as outras pessoas se sentem”.

Texto adaptado de “Too Much Emotional Intelligence Is a Bad Thing” da Scientific American.

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Mestrando em Estudos Ambientais pela UCES, Buenos Aires. Graduado em Engenharia Civil e pós-graduado em Gestão Pública e Controladoria Governamental. Com interesse por ciência, tecnologia, filosofia, desenvolvimento sustentável e diversas outras áreas do conhecimento humano.

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