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Dia Mundial da Água: desperdício e águas residuais são tema de 2017

No Dia Mundial da Água, comemorado nesta quarta-feira (22), a ONU chama atenção de governos, sociedade civil e setor privado para o desperdício da água e por melhoria nos sistemas de coleta e tratamento de esgoto, e também para o reaproveitamento das águas residuais urbanas.

O Dia Mundial da Água entrou em vigor em 1993 ao término da Conferência das Nações Unidas Sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. A data serve para lembrar a importância desse recurso natural e chama a atenção para as ações que são necessárias para solucionar os problemas existentes de uso inadequado, bem como procura apontar prováveis cenários futuros se novas atitudes e ações não forem adotadas — cenários bem preocupantes, diga-se de passagem. Neste ano, a data é dedicada ao desperdício de água.

A previsão da Organização das Nações Unidas (ONU) e que, até 2030, a demanda por água no mundo aumentará em 50%. Ao mesmo tempo, mais de 80% do esgoto (chamado tecnicamente de águas residuais) produzido pelas pessoas volta para a natureza sem ser tratado. Neste Dia Mundial da Água, o organismo internacional chama atenção de governos, sociedade civil e setor privado para o desperdício da água e por melhoria nos sistemas de coleta e tratamento de esgoto, e também para o reaproveitamento das águas residuais urbanas.

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Águas residuais são recursos hídricos utilizados em atividades humanas que se tornam impróprias para o consumo após terem suas características naturais alteradas depois do uso doméstico, comercial ou industrial, mas que podem ser reutilizados após adequado tratamento. Segundo informa a Agência Brasil, para a ONU, os benefícios para a saúde humana e para o desenvolvimento e sustentabilidade ambiental são muito maiores que os custos da gestão dessas águas residuais, fornecendo novas oportunidades de negócios e empregos.

A reportagem da Agência Brasil, informa ainda que o coordenador de Implementação de Projetos Indutores da Agência Nacional de Águas (ANA), Devanir Garcia, avalia que, para o Brasil, e essencial discutir a questão do resíduo da água já que o recurso, apesar de abundante, não é distribuído uniformemente em todas as regiões brasileiras. “Temos regiões que têm carência de água e têm potencial de fazer resíduo. Muitas demandas poderiam ser atendidas com o reuso”, disse o coordenador.

O reuso significa a possibilidade de tratamento de esgotos e efluentes para reutilização, além da possibilidade de atendimento às necessidades por água limpa. Com o devido tratamento das águas servidas, o gasto com captação seria enormemente mitigado, implicando uma menor necessidade por novas obras de captação como represas, açudes e construção de novos sistemas de bombeamento e tratamento.

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De acordo com a reportagem da Agência Brasil, o coordenador da ANA avalia ainda que no país há um baixo índice de tratamento de efluentes. “O Brasil tem um sério problema, a área atendida hoje é pequena. Em torno de 35% da população é atendida com tratamento de esgoto, mas isso está concentrado nos grandes centros. As capitais dos estados tem capacidade de tratamento. Quando se pega municípios com menos de 200 mil ou menos de 50 mil habitantes, praticamente tem muito pouco tratamento nessas áreas”, explicou o coordenador.

Segundo a ANSA Brasil, entre as 923 milhões de pessoas no mundo sem água potável, 319 milhões (o equivalente a 32% do total) vivem no continente africano. Outras 554 milhões são asiáticas (ou 12,5%) e 50 milhões são sul-americanas (8%). Os dados referentes às regiões mais afetadas no mundo colocam Papua-Nova Guiné com a menor disponibilidade de água no planeta – onde apenas 40% da população tem acesso a fontes potáveis, seguido por Guiné Equatorial (48), Angola (49%), Chade e Moçambique (51%), da República Democrática do Congo e Madagáscar (52%) e Afeganistão (55%).

Saneamento básico e saúde pública

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Outro problema que seria eliminado com o adequado tratamento de águas servidas é de doenças causados pelo uso humano de fontes contaminadas, contribuindo para o controle sanitário de doenças que atingem principalmente a população de baixa renda. Segundo relatório do Conselho Mundial da Água (WWC, na sigla em inglês), divulgado nessa terça feira (21) em referência à data comemorada hoje, 923 milhões de pessoas no mundo não dispõem de acesso a água potável.

Atualmente, 12% da população mundial, também segundo a ANSA Brasil, não contam com acesso a água potável e 3,5 milhões de mortes por ano são atribuídas a doença relacionadas à água. Em todo o mundo, o custo total da indisponibilidade de recursos hídricos potáveis representa 500 bilhões de dólares por ano para a economia global. Contudo, caso sejam contabilizadas as perdas por impacto ambiental, esse valor pode subir para 1% do Produto Interno Bruto (PIB) global.

842 mil mortes anuais, segundo a ONU, estão relacionadas ao consumo de água imprópria, sendo que cerca de 1,8 bilhão de pessoas no mundo usam fontes de água contaminadas por fezes, de acordo com informações da Agencia Brasil. Por isso, garantir a utilização sustentável dos recursos hídricos, e implementar políticas eficazes de saneamento básico e adotar medidas adequadas que possibilitem o reuso de águas residuais são fundamentais para que a questão seja abordada de forma inteligente e que possibilite a disponibilidade desse recurso natural essencial ao longo das gerações.

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Referências:

  1. Agência Brasil. “No Dia Mundial da Água, ONU critica desperdício e pede ações de reaproveitamento” http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2017-03/no-dia-mundial-da-agua-onu-critica-desperdicio-e-pede-acoes-de-reaproveito
  2. ANSA Brasil. “No Dia Mundial da Água, ONU critica desperdício e pede ações de reaproveitamento” http://ansabrasil.com.br/brasil/noticias/brasil/natureza/2017/03/21/no-dia-mundial-da-agua-923-milhoes-nao-tem-agua-potavel_be955c30-b84a-4c2f-aa5d-cecfbe5a63e9.html
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