EspaçoNova imagem do enorme cometa interestelar que vai passar bem próximo da Terra

Uma equipe de astrônomos da Universidade de Yale captou essa imagem impressionante do cometa 2I/Borisov.
Milena Elísios2 semanas atrásUma comparação entre o cometa interestelar e a Terra. (Imagem: Pieter van Dokkum, Cheng-Han Hsieh, Shany Danieli, Gregory Laughlin)
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Análises confirmaram que este visitante, avistado pela primeira vez em Agosto, está vindo do espaço profundo. Agora designado 2I/Borisov, ele foi o segundo objeto interestelar detectado em nosso Sistema Solar (e o primeiro cometa). E agora podemos observar a nova imagem.

Uma equipe de astrônomos da Universidade de Yale captou essa imagem impressionante de 2I/Borisov no último domingo, usando o espectrômetro de imagem de baixa resolução do Observatório W.M. Keck no Havaí.

O cometa interestelar 2I/Borisov. (Imagem: Pieter van Dokkum, Cheng-Han Hsieh, Shany Danieli, Gregory Laughlin)

A nuvem branca em torno do cometa gelado – que nesse momento se aproxima da Terra – é chamada de coma. O coma é uma espécie de envelope nebuloso que rodeia do núcleo de um cometa, ele se forma quando o cometa passa perto de uma estrela, em sua órbita altamente elíptica, enquanto o cometa aquece, partes dele são sublimadas. Isso dá a um cometa a aparência “confusa” quando visto em telescópios e ajuda a distingui-los de estrelas.

No caso de 2I / Borisov, grande parte dessa matéria gasosa segue atrás do cometa em uma cauda gigantesca com cerca de 160 mil quilômetros de comprimento – mais de doze vezes o diâmetro da Terra.

Uma comparação entre o cometa interestelar e a Terra. (Imagem: Pieter van Dokkum, Cheng-Han Hsieh, Shany Danieli, Gregory Laughlin)

“É humilhante perceber como a Terra é pequena ao lado deste visitante de outro sistema solar”, diz um dos membros da equipe de Yale, Pieter van Dokkum.

2l / Borisov, continua a se aproximar da Terra e alcançará sua aproximação mais próxima – cerca de 320 milhões de quilômetros – no início de dezembro. Os pesquisadores acreditam que o cometa se formou em um sistema solar além do nosso e foi ejetado no espaço interestelar como consequência de uma quase colisão com um planeta em seu sistema solar original.

FONTE / Yale News