Matemática pode ajudar a prever como células do câncer se desenvolvem

Pedro Noah
Células cancerosas. Crédito: Dr. Cecil Fox, National Cancer Institute.

A matemática aplicada pode ser uma ferramenta poderosa para ajudar a prever a origem e o desenvolvimento de diferentes tipos de câncer, concluiu um estudo da Universidade de Waterloo.

Os pesquisadores usaram um tipo de análise matemática chamada dinâmica evolutiva para descobrir como mutações prejudiciais se desenvolvem em células tronco e não-tronco nos casos de câncer colorretal e intestinal.

“Usar a matemática para mapear a evolução do câncer dá aos oncologistas uma espécie de roteiro para rastrear a progressão de um câncer específico e captar detalhes cruciais do desenvolvimento da doença.” disse Mohammad Kohandel, professor associado de matemática aplicada da Waterloo. “Combinar a matemática aplicada com os avanços de pesquisas anteriores sobre a biologia do câncer pode contribuir para uma melhor e mais profunda compreensão sobre essa doença.”

O estudo descobriu que quando as células-tronco cancerígenas se dividem e se replicam, as novas células podem ser diferentes da célula original. Esta característica pode ter um impacto na progressão do câncer de forma positiva e negativa, e com o uso da matemática podemos prever como será o comportamento dessas células.

Concluiu-se que esse tipo de análise pode ser útil na prevenção contra o surgimento de novas células cancerosas, além de ajudar a desenvolver tratamentos mais intensos e eficazes.

“A capacidade de prever o desenvolvimento de células cancerosas pode ser crucial no aprimoramento de tratamentos que ataque-as de forma mais efetiva”, disse Siv Sivaloganathan, professor e presidente do departamento de matemática aplicada, em Waterloo. “Também pode ajudar a evitar a resistência que é induzida por drogas conhecidas por desenvolver muitos tipos de cânceres.”

“Além de prever o comportamento de células cancerosas, a dinâmica evolutiva também pode ser aplicada em outras áreas, incluindo a genética populacional e a ecologia.”

Texto traduzido de Phys.org

O artigo científico foi publicado na PLoS ONE

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