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10 avanços médicos que elevaram nossas esperanças em 2017

Órgãos de porcos geneticamente alterados, terapia genética, edição de genes e testes genéticos domésticos caseiros do tipo faça você mesmo.

Se houve uma área com os avanços médicos mais emocionantes de 2017, essa área foi a ciência genética com seus novos passos em direção ao mundo real— mesmo que ainda persistem questões de custo, segurança, eficácia e ética médica.

Enquanto a genética rompeu fronteiras científicas, a comunidade médica também celebrou outros avanços, incluindo novos medicamentos importantes para doenças neurológicas, progresso no tratamento do HIV e um bebê nascido em Dallas de uma maneira muito incomum.

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Aqui estão os 10 avanços médicos que aumentaram as esperanças este ano:

1) Terapias genéticas contra o câncer.  Alguns doentes com leucemia e linfoma obtiveram nova esperança com as primeiras aprovações de terapias genéticas nos EUA que aproveitam o sistema imunológico para combater o câncer. Esses tratamentos com células CAR-T são extremamente caros — de US $ 373.000 a US $ 475.000 por paciente. Mas quando eles atuam, eles podem funcionar muito bem, levando a remissões do câncer de forma sustentadas. Os tratamentos provavelmente serão aprovados para outras formas de câncer no futuro.

2) Fim da hemofilia? As terapias genéticas para a hemofilia permanecem na fase de testes, mas os resultados divulgados no final deste ano foram tão promissores que o New England Journal of Medicine apresentou um editorial com a manchete “A Cure for Hemophilia Within Reach” (Uma Cura para a Hemofilia ao Alcance).  Em estudos preliminares, pacientes com a desordem hemorragia hereditária, a hemofilia, foi capaz de dispensar os tratamentos regulares para coagulação sanguínea durante muitos meses após uma única infusão de terapia genética. Mas questões permanecem em aberto sobre a segurança a longo prazo e quantos pacientes se beneficiarão desse novo tratamento.

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3) A promessa de órgãos de porco. A ideia de usar órgãos de porco para transplante humano, aliviando a falta de órgãos para transplantes que levam a mortes cerca de 20 pacientes nos EUA por dia, ganhou impulso depois que pesquisadores relataram bons resultados em primatas transplantados com um rim e um coração de porcos geneticamente modificados. Mas os pesquisadores precisam fazer mais trabalho em animais antes de tentar órgãos de porco em seres humanos.

4) Edição genética em embriões. Os cientistas não estão prontos para fazer “bebês de grife”. Mas uma equipe com sede em Oregon anunciou que usou com sucesso a tecnologia de edição de genes para livrar embriões humanos de um gene que causa doenças. O experimento controverso foi o primeiro nos Estados Unidos e obteve melhores resultados em relação a algumas tentativas anteriores realizadas na China, mesmo que levantem novas questões técnicas e éticas. Ninguém usou esses embriões geneticamente modificações para uma gravidez — algo que permanece ilegal nos Estados Unidos.

5) Transplante de útero. Uma mulher nascida sem útero deu à luz um bebê em Dallas, graças a um útero transplantado. Foi o primeiro sucesso desse tipo fora da Suécia e dá esperança renovada às mulheres que não possuem útero ou que o perderam devido a um câncer ou a outra doença. O procedimento de transplante pode ser arriscado e falhou em algumas outras tentativas dos EUA. 

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Médicos em Dallas, Texas, entregaram o primeiro bebê de um útero transplantado nos EUA. Médicos no Baylor University Medical Center em Dallas acreditam que este seja um marco da fertilidade humana. Crédito: Baylor University Medical Center

Médicos em Dallas, Texas, entregaram o primeiro bebê de um útero transplantado nos EUA. Médicos no Baylor University Medical Center em Dallas acreditam que este seja um marco da fertilidade humana. Crédito: Baylor University Medical Center

6) Teste de gene para a população. As vendas de kits de testes domésticos de DNA decolaram, quando milhões de consumidores enviaram amostras de cuspe para empresas como Ancestry e 23andMe, principalmente para aprender sobre seu genoma. Mas graças a uma aprovação do FDA, o órgão que controla a produção de medicamentos e alimentos nos Estados Unidos, concedida este ano, os clientes da 23andMe também puderam saber sobre os riscos de doenças, incluindo a doença de Parkinson e o risco da doença de Alzheimer. Apesar das preocupações com potenciais danos, incluindo violações de privacidade e desgaste emocional, as empresas dizem que os testes fornecem às pessoas apenas as informações que elas querem e fornecem aos pesquisadores valiosos novos bancos de dados de DNA.

Esta imagem divulgada pela 23andMe mostra o kit domiciliar de coleta de saliva da empresa para testes genéticos em larga escala. Crédito: 23andMe via AP

Esta imagem divulgada pela 23andMe mostra o kit domiciliar de coleta de saliva da empresa para testes genéticos em larga escala. Crédito: 23andMe via AP

7) Uma nova droga contra a esclerose. Pela primeira vez em vinte e dois anos, o FDA aprovou uma nova medicação contra a esclerose lateral amiotrófica (ELA), também conhecida como doença de Lou Gehrig e doença de Charcot. A droga, chamada Radicava, diminui, mas não interrompeu o declínio no funcionamento físico em pessoas com a doença. Isso pode significar que as pessoas com a doença podem caminhar, falar, engolir e respirar por conta própria.

8) Uma nova droga no tratamento da esclerose múltipla. O FDA também aprovou, em março deste ano, a primeira droga para pessoas que sofrem da forma mais agressiva de esclerose múltipla — quando responde ao tratamento e se agrava constantemente. A droga, a Ocrevus, também foi aprovada para o tratamento a forma mais comum da doença, a esclerose múltipla recorrente, na qual os sintomas, como dor, tremores, fala arruada e visão embaçada, vêm e depois desaparecem dentre de alguns meses ou anos. Muitos pacientes tiveram menos reincidências e desenvolvem menos lesões cerebrais novas enquanto tomam a droga recém aprovada.

9) Progressos contra o HIV. A longa e lenta luta global contra o HIV/AIDS alcançou um novo marco promissor: mais de metade dos 36,7 milhões de pessoas vivendo com HIV em todo o mundo agora recebem um tratamento antiviral, de acordo com o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV / AIDS. Nos Estados Unidos, cerca de 85% das pessoas com HIV sabem que estão infectadas, 62% estão recebendo tratamento e 49% têm o vírus suprimido, de acordo com os centros federais de controle e prevenção de doenças do país.

10) Esperança para os pacientes da doença de Huntington. A doença de Huntington, (DHQ) mal de Huntington ou coreia de Huntington é um distúrbio neurológico hereditário caracterizado por causar movimentos corporais anormais e falta de coordenação, também afetando várias habilidades mentais e alguns aspectos de personalidade. Por ser uma doença genética, atualmente, não tem cura. Mas, em pesquisas preliminares, cientistas usaram injeções espinhais de um medicamento experimental para baixar os níveis de proteínas tóxicas no cérebro de pacientes com Huntington. Até agora, não há tratamento para a condição neurológica hereditária fatal, que causa profunda deterioração física e mental na meia-idade. Uma droga que tenha algum impacto contra o curso da doença seria um grande passo.

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Fonte: USA TODAY

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Mestrando em Estudos Ambientais pela UCES, Buenos Aires. Graduado em Engenharia Civil e pós-graduado em Gestão Pública e Controladoria Governamental. Com interesse por ciência, tecnologia, filosofia, desenvolvimento sustentável e diversas outras áreas do conhecimento humano.

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